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Hospitais mantêm suspensos atendimentos pelo PLAMTA e IAPEP

Suspensão dos serviços foi confirmada nesta terça-feira (10). Segundo hospitais, governo e prefeitura devem desde setembro de 2016.

Mesmo após reuniões com o governo do estado e com a Prefeitura de Teresina, o Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde e Laboratórios de Pesquisas e Análises Clínicas do Estado do Piauí (SINDHOSPI) decidiu manter suspensos os atendimentos aos usuários do PLAMTA, IAPEP, ambos ligados a adminsitração estadual, e do IPMT, da gestão teresinense. Com a decisão, cerca de 200 mil pessoas ficam sem atendimento por esses convênios

Segundo o sindicato, não houve resolução sobre a dívida acumulada ao longo do segundo semestre de 2016 e o governo prometeu pagar R$ 14 milhões devidos a hospitais, clínicas e laboratórios apenas no dia 31 de janeiro. A entidade decidiu que os atendimentos ficam suspensos até que esse dinheiro seja depositado.

Sede do IAPEP

Sede do IAPEP

A informação da suspensão dos serviços foi confirmada nesta terça-feira (10) após uma reunião entre o secretário estadual da Fazenda, Rafael Fonteles, os dirigentes do Sindicato dos Hospitais e representantes da rede clínico-hospitalar e laboratorial de Teresina.

No caso do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Teresina (IPMT), a assessoria do SINDHOSPI informou que os atendimentos pelo Instituto municipal também foram suspensos até a regularização dos débitos. Já a assessoria da Prefeitura Municipal de Teresina garantiu que os serviços continuam normais e que está dialogando com cada credenciado para fazer a negociação da dívida de forma individual.

A decisão de paralisar os atendimentos partiu do sindicato da categoria, que na sexta-feira (6) encaminhou um ofício aos gestores dos dois planos de saúde onde estipularam um prazo de cinco dias para que estes se pronunciem sobre o problema.

Na reunião, os representantes da rede clínico-hospitalar e laboratorial de Teresina explicaram que não há como manter o atendimento a procedimentos eletivos. Segundo eles, isso resultaria em pagar para prestar o serviço, uma vez que já existe uma dívida muito elevada por parte do IAPEP, obrigando as empresas a financiar uma série de atividades (consultas, exames, cirurgias e internações) pelas quais já recebem uma remuneração aquém de seus custos.

A secretaria estadual da Fazenda pediu compreensão, explicando que o Estado atravessa um momento de grande dificuldade financeira, que reduziu a entrada de recursos no Tesouro estadual, seja através de impostos e taxas, seja por transferências feitas pelo governo federal.

G1 Piauí

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