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A elaboração do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PGIRS) é condição necessária para o Distrito Federal e os municípios terem acesso aos recursos da União, destinados à limpeza urbana e ao manejo de resíduos sólidos. Segundo dados levantados pelo Diagnóstico da Gestão Municipal de Resíduos Sólidos 2015 da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), as regiões norte e nordeste do país, apresentam os maiores índices de disposição final inadequada com 75% de resíduos sólidos dispostos em lixões e aterros controlados.  Em contrapartida, a região sudeste dispõe de 45% de seus resíduos sólidos inadequadamente. A pesquisa foi feita com 4.193 municípios, dados que correspondem a 75,3% das 5.568 cidades brasileiras.

Equipe da SEMAM fechando o antigo lixão-Foto: Fabrício Sousa
Equipe da SEMAM fechando o antigo lixão-Foto: Fabrício Sousa

No que diz respeito aos Planos Municipais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, a pesquisa da CNM revelou que até março de 2015, 43,8% das cidades ainda está elaborando os planos. O total de 1.520 municípios informou possuir o plano finalizado, o que corresponde a 36,3%. A elaboração do plano constitui-se como condição obrigatória para o repasse de recursos financeiros da União para a gestão de resíduos sólidos. O prazo para a elaboração dos planos venceu em agosto de 2012, desde então nenhum recurso federal tem sido destinado às cidades.

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No Piauí, 89 municípios responderam ao questionário da Confederação. Desse total, 43 estão elaborando o plano, o que representa 48,3%. Enquanto 38, nem começaram a produzir o material. Além disso, somente sete municípios tem o plano finalizado.  Ainda segundo o estudo, a maioria das cidades piauienses afirmaram que estão elaborando o plano com recursos próprios. Enquanto 20% das cidades informaram que não têm cursos para elaborá-lo.

Resíduos sólidos de saúde

De acordo com o especialista em resíduos sólidos da Sterlix Ambiental, Felipe Melo, o Piauí passou recentemente a dispor do primeiro aterro sanitário licenciado, da iniciativa privada. O que existia até então eram aterros controlados, dificultando por exemplo a destinação de materiais inservíveis. Ainda segundo Melo, há 222 municípios que não gerenciam o “lixo hospitalar”, o que é outro dado agravante. “Ainda não se sabe o porquê de no Piauí não haver uma preocupação com estes resíduos, tão nocivos e prejudiciais à saúde, à população e ao meio ambiente, penso que seja por falta de informação, ou por achar que o tratamento seja muito caro ou de achar que para fazer o tratamento se precisará de um aterro sanitário”, afirmou.

O especialista da Sterlix explica que há alguns anos a coleta, transporte, tratamento e local de despejo dos Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) no Piauí eram manejados da mesma forma que os resíduos domiciliares e públicos. “No Estado é notório alguns avanços com relação ao Plano, mas é preciso mais atenção quanto ao gerenciamento de um conjunto de ações que tem seu início no manejo interno, onde é realizada uma segregação adequada dentro das unidades de serviços de saúde, visando à redução do volume de resíduos infectantes”.

Felipe Melo acrescenta que o plano de gerenciamento contribui para reduzir a contaminação do meio ambiente. “Oferecemos um serviço completo de gerenciamento com segurança e eficiência para os municípios, comunidades e todos os que estão empenhados em elaborar e produzir o plano. Temos a credibilidade necessária para dar tranquilidade a todos que procuram estar com suas operações em conformidade com o que determina a lei”, finaliza.

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