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7 a 1 e os boatos de que a copa de 2014 teria sido ilegítima

“Sabe aqueles acontecimentos históricos inacreditáveis, que a versão oficial não dá conta de explicar tudo e a gente fica com a pulga atrás da orelha?” – assim começa o artigo de Elisa Morena, no Medium, sobre o famigerado 7×1 da Copa do Mundo de 2014. Textos e especulações como essas são encontradas aos montes na internet, afinal: Quem comprou o 7 a 1?

Sem Neymar devido a uma lesão anterior na própria copa, a seleção brasileira estava a duas partidas de conquistar o hexacampeonato mundial. A Alemanha, seu adversário, chegava de algumas partidas bastante apertadas no mesmo ano e a esperança vinha com o povo brasileiro, até que a pontuação histórica acontece.

Um boato extremamente famoso que levou até políticos a compartilharem em redes sociais, mas que se mostrou como falso foi o de que o FBI teria confirmado que o jogo da Copa do Mundo foi comprado. Algo que nasceu e foi reforçado após o início das investigações do FBI em relação à corrupção no futebol.

Mas em resumo, sites investigativos não deram outra: a história onde se aponta que o FBI teria divulgado que o Brasil vendeu o jogo contra a Alemanha na Copa de 2014 é falsa. É mais uma denúncia não comprovada e que não deve ser a última.

Infelizmente, a verdade nua e crua é: Não se sabe se o jogo foi realmente comprado. Casas de apostas esportivas como a https://casino.netbet.com/br/, Sportingbet e outras tinham resultados especulados muito próximos. Analistas especializados chegaram a afirmar que o jogo estava ganho para o Brasil, mesmo com a saída de Neymar. E mesmo anos depois, dizeres a favor e contra sempre surgem para deixar a bendita pulga atrás da orelha, tendendo para o foi e não foi.

O peso após o jogo

Se 7 a 1 foi “pouco” na zoeira entre os mais brincalhões, para quem participou dele não parece ter sido algo superado a longo prazo: David Luiz, o zagueiro mais caro do mundo na época, havia fechado 746 comerciais até o jogo da copa. Após o mesmo, 6 anos adiante, não se ouviu falar de nenhum.

De acordo com o R7 Esportes, pessoas próximas do jogador comentaram que ele ficou depressivo. Não podia ouvir falar sobre a partida… Mas era algo praticamente impossível para o mesmo, pois, bastava sair às ruas, onde quer que fosse, que ouvia provocações.

Mais sereno, quase seis anos depois, ele tentou detalhar o aspecto coletivo da derrota e mostrou que, apesar da experiência de Felipão e de Parreira, o time era mimado, vaidoso, acostumado apenas a vencer. A CBF com seus amistosos contra equipes fraquíssimas e as seleções em decadência, que vieram disputar a Copa das Confederações, contribuíram para esse clima de ‘já ganhou’.

“E, de repente, foi um baque, você está no Brasil, a gente vai ganhar, e de repente toma um, toma o segundo, e o terceiro em seguida.” … “Um jogo em que dá tudo errado”, analisou David.

Mas e do outro lado?

Um Alemão chegou a escrever um livro de 285 páginas só sobre o 7 a 1 intitulado de: “O jogo do século”. “Eu sei que é a maior vergonha do futebol brasileiro, mas é também o jogo de maior orgulho e mais histórico do futebol alemão”, afirma o jornalista Christian Eichler. Isso mostra o quão a derrota para uns, é vista do outro lado da moeda. Afinal, apesar dos pesares, os brasileiros eram vistos como uma das maiores referências mundiais do esporte mais famoso do mundo.

Mas, alguém mais lucra com isso? A revista Super Interessante colabora com um rumos, onde aponta que: “Quem teria encomendado o caneco para os alemães foi uma empresa símbolo do país, a Adidas. Ela fabrica a bola oficial da Copa desde 1970, e patrocinou oito das 32 seleções que vieram ao Brasil. A empresa teria exigido que uma delas ganhasse a Copa. Acabou com a campeã e a vice,a Argentina. Assim, na final, evento assistido por mais de 1 bilhão de pessoas, todos os jogadores em campo vestiam Adidas. A marca estava estampada também na Colômbia, o time sensação da Copa – e que tirou Neymar de campo”, envolvendo a Alemanha e outros no esquema.

A suspeita de fraude fez muitos se lembrarem de 1998, onde pouco antes da final, contra a França, Ronaldo teve uma convulsão, provocada por uma crise nervosa. Depois disso, o Brasil perdeu por 3 a 0. Na época, logicamente, surgiram rumores como o de que o Brasil vendeu o jogo para sediar o Mundial, dentre outros.

Mas, sem apontar nomes por parte da produção desse texto direta ou indiretamente, o valor para se cobrir um jogo desses com fraudes pode chegar a ser bilionário. Pagar jogadores e manipular um dos eventos mais famosos do mundo todo não é nada simples e só pode envolver peixe grande, talvez ainda maior que relacionado à Adidas, conforme rumorizaram na revista.

O resultado 7×1 tornou-se uma metáfora de uma derrota devastadora e esmagadora no uso brasileiro da língua, enquanto “gol da Alemanha” passou a ser usado como uma exclamação após um revés. Seja como for o que levou o resultado a ser 7 a 1, uma coisa é certa, depois disso o futebol não só brasileiro como o mundial nunca mais foi o mesmo.

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