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A necessidade da internacionalização das universidades do Piauí

Campus da UFPi em Picos
Campus da UFPI em Picos – Foto: Arquivo

Uma instituição de ensino superior tem três funções básicas: promover e atuar nos campos de ensino, pesquisa e extensão, preferencialmente com alto nível. Um tripé que faz parte do discurso visto em boa parte das universidades, centros de ensino, faculdades e institutos do Piauí desde o primeiro dia de aula dos universitários. As vezes fica só no discurso mesmo.

O nosso Piauí, infelizmente, ainda paira de uma série de problemas na sedimentação desse tripé do conhecimento. No estado, segundo a Plataforma Lattes, onde todo currículo acadêmico brasileiro deve ser registrado, em todo o estado há apenas 674 doutores (correspondendo a 4,22% do Nordeste e 0,69% do País). Os doutores do Piauí correspondem apenas a 0,02% da população do estado. Há praticamente apenas um doutor para cada grupo de 600 pessoas.

O mais engraçado é que o próprio Piauí perde com esses números, pois, somente para citar nossa área, a de Comunicação, consta que há somente sete doutores no Estado. Somente na UFPI há mais de dez doutores na área. O que está ocorrendo? O Lattes mente? Não! Os nobres colegas sequer atualizam seu currículo acadêmico (praticamente uma obrigação para suas promoções) ou continuam dizendo que moram fora do estado ou do país onde fizeram suas pós-graduações.

Se contarmos o número da inovação científica, segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia o Piauí leva outras lapadas, sendo responsável por menos de 1% da inovação científica nacional.

Mas, se prestarmos atenção, há uma série de ilhas de excelência de pesquisa no Estado. Atualmente pesquisadores das três instituições públicas do Piauí (IFPI – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí, UESPI – Universidade Estadual do Piauí, UFPI – Universidade Federal do Piauí) brilham mundo afora (repito, mundialmente) com pesquisas de ponta, realizando trabalhos envolvendo patentes ou mecanismos teóricos, sociais e práticos de grande alcance social.

Isso mostra o quanto a pesquisa no Piauí é séria. Mas, infelizmente, é feita por uma minoria. Essa minoria não é proposital. Geralmente é composta de pessoas que ultrapassam o limite de suas obrigações básicas na universidade, aquelas que são incomodadas com o “arroz com feijão” (que em muitos cursos e unidades universitárias já é uma grande vantagem para grande parte dos alunos e professores).
Esse quadro tem de mudar! E esse tipo de pessoal tem de participar dos grupos como regra e não exceção.

Isso ocorre via milagre? Não! Os homens não fazem milagres, quem faz milagre (para os que acreditam, é o meu caso) é Deus!
Uma universidade séria, realmente com boas pesquisas, com bons profissionais e com alunas e alunos realmente intercedendo positivamente pela sociedade é feita com investimento, muitas vezes a médio e longo prazos.

No caso do Piauí que as três principais universidades são públicas, e dependem de nossos impostos, o investimento fica ainda mais complicado (os fatos mostram a dramática greve de meses do IFPI e da UFPI) e a situação da UESPI.

Mas há uma série de saídas e de formas de lutar contra essa desvalorização da universidade. Como forma de colaborar com o debate, sugiro algumas.

I – CONVÊNIOS COM UNIVERSIDADES NACIONAIS E ESTRANGEIRAS – Temos de sair da nossa toca. Não adianta querermos apenas fazer por aqui. Temos de ser humildes e sairmos, buscarmos conhecimento de quem já tem, de exemplos emblemáticos e socializa-los no Piauí. Atualmente a maioria dos centros de ensino Brasil e mundo afora plenamente têm interesse em fazer parcerias com nossas universidades. Basta ir atrás.
II – CONVÊNIOS COM PROGRAMAS DE COOPERAÇÃO INTERNACIONAL – Praticamente dos os países da Europa têm linhas de financiamento para programas de cooperação internacional envolvendo universidades da América Latina, inclusive para trazer professores de outros países para o Brasil no sentido de ministrar cursos e até pós-graduação (mestrados e doutorados).
III – PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS NACIONAIS E INTERNACIONAIS – Não adianta ficarmos em nossos casulos. Temos de sair. Infelizmente, mais de 50% dos professores universitários do Piauí nunca participou de um evento internacional e nos últimos dois anos de nenhum evento nacional de sua área.
IV – INCENTIVO PARA PÓS-GRADUAÇÃO FORA DO ESTADO E DO PAÍS – Infelizmente quando não há como trazer uma pós-graduação para nosso estado temos de sair. É notório que há um incentivo para isso, principalmente via a fundação estatal FAPEPI. Mas as bolsas ainda têm pequenos valores.
V – CONSCIENTIZAÇÃO ACADÊMICA DO PAPEL DA UNIVERSIDADE NO SÉCULO XXI – A universidade mudou, os atores mudaram, as funções mudaram, mas ainda tem gente que pensa que está no Século XIX (inclusive gestores) e que não têm a consciência de que a universidade é um local de novas experimentações e de novos momentos, inclusive as instituições tendo de se adaptar a sociedade e não o contrário.
Esses pontos não são fórmulas, mas apenas pontos testados e aprovados em universidades mundo afora e que poderia ser testados ou tornados mais evidentes em nosso Piauí.

É inegável que temos avançado muito. Só para tomar a área de Comunicação mais uma vez como exemplo, nos últimos dez anos o número de doutores na área no estado teve um aumento de quase 1000%. Se falarmos no número de mestres (também nesses dez anos) teremos um número 400% vezes maior. Mas áreas, por exemplo, como engenharias, têm menos de 15 doutores no Piauí.

Não é que ter um doutor seja garantia de que haverá mudanças, mas pelas possibilidades, obrigações e anos de estudos e maturidade acadêmica, colocam esse tipo de profissional em uma possibilidade maior de fazer a diferença e mudança positiva de nosso estado.

Em breve falarei como uma universidade aqui da Europa que fica em uma cidade do tamanho de Picos e é tão afastada quando Sebastião Barros (lá nos extremos do Piauí com a Bahia) é sucesso internacional em produção, cooperação, transmissão do saber e revolução social dos lugares em que está inserida.

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