ad16
AutoPECASonline24.pt
DestaquesEspecialPersonalidades PicoensesTodas as Notícias

Personalidades Picoenses: Seu Luís Gomes, um dos feirantes mais antigos de Picos

Seu Luís Gomes é natural da Cidade de Geminiano, trabalhou na roça até os 14 anos quando veio para Picos e ingressou na profissão por meios de seus tios que já trabalhavam no ramo.

Por Bruna Moura Fé com colaboração de Edielson Teixeira Mota

No terceiro episódio da serie Personalidades Picoenses, iremos conhecer a História de Luís Gomes, o um dos feirantes mais antigos da feira de confecções de Picos.

Muitas  pessoas tem o costume de ir a feira bem cedinho, principalmente em Picos, onde todos os dias carros e vans vindos da macro e microrregião trazem inúmeras pessoas ao centro da cidade para resolver assuntos ligados à saúde, ao banco, ou para fazerem compras, sejam elas de frutas, verduras ou roupas. A feira livre de Picos é considerada a maior do Nordeste perdendo apenas para a de Caruaru no Pernambuco. O famoso Beco da Raposa liga a feira de frutas e verduras à feira de confecções, e foi andando em meio a ela que conhecemos Luís Gomes e é sobre ele que vamos falar agora.

Todos os dias a rotina é a mesma, pelo menos nos últimos 44 anos é assim, acordar muito cedo e enfrentar o dia que ainda está começando, faça chuva ou faça sol, esteja frio ou no calor, com vento ou sem vento, a rotina de quem trabalha na feira não é nada fácil. São muitas as dificuldades a serem dribladas no dia a dia, mas sempre tem o lado bom, conhecer pessoas novas todos os dias, novos clientes, conversar com muitas pessoas diferentes, pelo menos é o que  seu Luís, um dos feirantes mais antigos da feira de confecções de Picos, nos fala.

Seu Luís Gomes é natural da Cidade de Geminiano, trabalhou na roça até os 14 anos quando veio para Picos e ingressou na profissão por meios de seus tios que já trabalhavam no ramo. “Comecei com uns tios meus que me incentivaram, eles que me ensinaram. Foram meus professores” conta. E de ajudante hoje é proprietário de sua própria banca, iniciou as suas vendas com roupas e calçados, mas conforme ele diz “chega um momento que você tem que tomar uma opção”, e assim atualmente trabalha apenas com roupas masculinas. Foi com o suor do seu trabalho que criou seus dois filhos e continua a sustentar a sua família.

Segurança, Mudanças e Dificuldades … 

Ser um feirante não é nada fácil, a rotina é árdua, cansativa e pesada, embora seja um lugar de movimento, de sons e bem rido, com bancas próximas umas das outras e pessoas circulando para lá e pra cá, o que pode ser uma distração, não tira o fato de  existirem diversas dificuldades que são enfrentadas todos os dias, como as mudanças que ocorrem no movimento, na economia e na gestão da cidade.

Uma das maiores dificuldades expressadas por Seu Luís, são as mudanças de gestão. Como os feirantes são comerciantes que estão diretamente ligados à Prefeitura, qualquer mudança nas ações municipais atinge-os diretamente.

Questões ligadas à segurança também é algo que preocupa. “O que a gente mais precisava era de um local para trabalhar”, desabafa. O feirante diz que além de ter que enfrentar o sol, a chuva, o vento ainda tem algo mais preocupante, os ladrões. “Aqui ninguém tem um pouco de segurança a nada, a gente tem que pagar um vigia para cuidar de nossos bens a noite que ficam cobertos com um simples plástico e acontecem muitos roubos, nós não temos uma segurança pública, já que não temos um local digno para se trabalhar era pra eles colocar a gente num local  com toda segurança”, pontuou. 

A pandemia alterou a rotina “eu passei 84 dias dentro da minha casa porque não tinha como vir pra aqui”, além de fazer redução no seu quadro de funcionários “eu cheguei a trabalhar com cinco funcionários tive que tirar, fiquei só, eu não tinha como ficar” e agora com a retomada das atividades, Seu Luís está de volta a feira e tenta se reorganizar na expectativa de voltar ao que era antes. 

Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Você está usando um bloqueador de anúncios.
Quer falar a Redação? Comece aqui
Publicidade