Açudes da região de Picos estão com menos de 50% da capacidade
- A severa estiagem de 2018 no Piauí comprometeu drasticamente o armazenamento hídrico estadual, deixando onze dos vinte e cinco açudes monitorados pelo Dnocs com menos de cinquenta por cento de sua capacidade total de operação.
- Os reservatórios Cajazeiras em Pio IX e Fátima em Picos atingiram o volume morto, interrompendo o fornecimento essencial para consumo humano e animal, enquanto barragens como São Julião e Pedro II registram níveis críticos preocupantes.
- Apenas as barragens de Jenipapo e Piripiri mantêm níveis superiores a noventa por cento, evidenciando um cenário de profunda desigualdade na distribuição hídrica que ameaça a segurança hídrica de diversas comunidades rurais e urbanas piauienses.
A forte seca que assola o Piauí em 2018 já possui reflexos nos reservatórios de água do Estado. Dos 25 açudes administrados pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), por exemplo, 11 estão com capacidade inferior a 50%. A situação mais grave é no açude Cajazeiras, localizado no Rio Condado, em Pio IX. Lá o volume é de apenas 2,43%, ou seja, totalmente seco.
Cajazeiras tem capacidade para armazenar 24 milhões de m³ de água, que normalmente eram usados para o consumo humano e animal, além do lazer. Situação semelhante vive o açude de Fátima, localizado no Rio Macacos, em Picos, que também secou.
No levantamento do Dnocs atualizado esta segunda-feira (24), se aproximam do volume morto as barragens de São Julião (12,44%), Pedro II (12,65%), Curimatá (13,56%) e Padre Marcos (14,65%).
Estão com volume próximo dos 50%, de acordo com o Dnocs, os açudes de São Raimundo Nonato (45%), Bocaina (33%) e Caracol (42%).
Cheios
Apenas duas barragens do Piauí estão com volume acima dos 90% de armazenamento. É o caso de Jenipapo, em São João do Piauí com 97,18% e a de Piripiri, no riacho Pé de Serra, que se encontra com 92,59% da sua capacidade.
Fonte: Cidade Verde
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