Acusado de tráfico de drogas consegue habeas corpus para não ser preso
- Ulisses Kelson Rodrigues Campos, acusado de tráfico de drogas e formação de quadrilha durante a Operação Poty, obteve um habeas corpus no Tribunal de Justiça para evitar nova prisão até o julgamento final do processo.
- O advogado Joaquim Magalhães garantiu a liberdade do cliente sob o argumento de que a apresentação voluntária e a condição de foragido configuram legítima autodefesa, destacando residência fixa e ocupação lícita perante o desembargador Raimundo Nonato.
- A decisão resultou na emissão de um contramandado de prisão inédito, visto que o réu havia perdido um benefício anterior concedido em setembro e teve bens de alto valor apreendidos pela Delegacia de Entorpecentes em Teresina.

Acusado de tráfico de drogas, que chegou a ser preso na Operação Poty, deflagrada pela Delegacia de Entorpecentes, Ulisses Kelson Rodrigues Campos, obteve habeas corpus no Tribunal de Justiça para que não seja preso novamente até o julgamento final do processo que responde por tráfico e formação de quadrilha.
O advogado de Ulisses Kelson, Joaquim Magalhães, conseguiu o habeas corpus com o desembargador Raimundo Nonato da Costa Alencar, do Tribunal de Justiça, argumentando que seu cliente tem endereço fixo e profissão definida. “Consegui o habeas corpus utilizando-me de uma tese nova, que seria a pessoa mesmo foragida ter um argumento em seu favor — uma autodefesa — de tentar demonstrar que só se apresentaria se tivesse sua prisão revogada, pois se trata de uma forma de tentar manter-se em liberdade pra fazer sua defesa, mesmo estando foragido, o que ressalta o critério tecnico do tribunal, independentemente se acusação é tida como crime hediondo ou não, basta que utilizemos bons argumentos, inclusive já confirmado pelos tribunais superiores”, destaca o advogado.
Joaquim Magalhães conseguiu para Ulisses Kelson um mandado de contraprisão porque o acusado de tráfico de drogas tinha sido preso em setembro durante a Operação Poty e conseguido uma habeas corpus concedido pela desembargadora Rosimar Leite, mas o habeas corpus tinha sido anulado e ele era considerado foragido da Justiça.
O contramandado de prisão é uma novidade já que a Justiça considerou que Ulisses Kelson Campos agiu em autodefesa para se apresentar à Justiça após ter conseguido o habeas corpus para evitar sua prisão.
Ulisses Kelson teve sua casa do bairro Aeroporto, na zona Norte de Teresina, uma mansão avaliada em R$ 1 milhão, e um prédio onde estava construíndo um pequeno shopping na frente da Uespi (Universidade Estadual do Piauí) apresentados pelo delegado de Entorpecentes, Samuel Silveira, durante o balanço da Operação Poty.
Com informações do MeioNorte
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