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Após perdoar agressor, mulher é novamente agredida em Picos

A mulher que já tinha medida protetiva perdoou o agressor e foi novamente agredida pelo companheiro.

Ocorrências de violência doméstica seguem em alta em Picos. Um caso registrado pelo Batalhão de Polícia Militar de Picos, nos conta que na noite do último domingo(30), uma mulher que já tinha medida protetiva perdoou o agressor e foi novamente agredida pelo companheiro. O fato relatado ocorreu no bairro bomba.

Bairro Bomba em Picos
Bairro Bomba em Picos

PERDÃO COM AGRESSÃO

A mulher, identificada pela iniciais J.F.G.F., levou um soco no rosto. Ainda conforme relatos do Tenente George Sanches do 4º BPM, após perdoá-lo de agressão anterior, a  vítima tinha voltado a conviver com o agressor, identificado pela iniciais A. O. S.

Após o crime, a PM conduziu o agressor e a vítima para a Central de Flagrantes de Picos para os procedimentos que o caso exige.

VIOLÊNCIA SÓ AUMENTA

O registro de boletins de ocorrências relacionados ao tema é uma constante na polícia civil de Picos. De acordo com a Delegada de Proteção dos Direitos da Mulher na cidade, Laura Carneiro, os casos de violência doméstica só aumentam.

A Delegada ainda comenta que após o registro do boletim, a grande maioria das mulheres retorna à especializada comentando que o agressor merece uma segunda chance pois o comportamento deles mudou.

ENFRENTAMENTO AOS CASOS

O Núcleo Maria da Penha, da 4ª Vara Criminal da comarca de Picos, tem trabalhado fortemente para o reeducar o agressor.

Com o projeto Reeducar: o Homem no Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, o núcleo tenta sensibilizar agressores que respondem processo judicial, reconhecendo a responsabilidade pelos atos praticados e também com medidas e ações que tragam paz aos lares.

No projeto, todos os participantes comenteram algum tipo de violência às suas companheiras e ex-companheiras.

As reuniões do projeto são realizadas às terças-feiras no Auditório da Comarca. Nos encontros são apresentados vídeos, músicas reflexões, exposição dialogada e dinâmicas de grupo que busca trabalhar o aspecto da violência com os participantes. Todos os participantes tem sua identidade preservada. O Projeto seguirá no mês de agosto.

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