Após ter fuga abortada, presos se rebelam em presídio de Picos
- A Penitenciária Regional José de Deus Barros, em Picos, enfrenta uma rebelião iniciada na noite de sexta-feira, vinte e nove de março, envolvendo trezentos detentos que destruíram celas e queimaram colchões após uma tentativa frustrada de fuga.
- O levante foi desencadeado quando agentes penitenciários interceptaram doze presos durante inspeções rotineiras, impedindo uma fuga em massa e gerando um motim generalizado nos pavilhões C e D, embora sem registros de feridos ou reféns até agora.
- O Sinpoljuspi denuncia a precariedade da unidade, que opera com apenas quatro agentes por turno para quatrocentos detentos, destacando que a superlotação e a falta de investimentos estruturais são os principais motores da revolta dos custodiados.
[ad#336×280]A Penitenciaria Regional José de Deus Barros, localizada no município de Picos, enfrenta uma rebelião desde a noite da sexta-feira (29). A informação é do Sindicato dos Agentes Penitenciários da Secretaria de Justiça do Piauí (Sinpoljuspi). O levante teria começado por volta das 21h30 e teve a adesão de 300 dos cerca de 400 presos da unidade. Os detentos se amotinaram, queimaram colchoes, destruíram grades e fizeram buracos nas paredes.
O diretor administrativo do Sinpoljuspi, Kleiton Holanda informou que até o momento não há informações sobre reféns ou vítimas. “Não temos registro de nenhum preso ou agente ferido”, acrescentou.

Ele explica que a rebelião iniciou após um grupo de agentes ter flagrado, durante as inspeções rotineiras, a tentativa de fuga de doze presos. Holanda diz que poderia ter havido uma fuga em massa que foi contida pelos servidores. Após impedir a fuga, os presos iniciaram um quebra-quebra nos pavilhões C e D.
O diretor diz que na tarde deste sábado (30) foi realizada uma trégua por causa das visitas íntimas nos pavilhões A e D, mas os detentos afirmaram que irão retornar o movimento após as visitas. Holanda denuncia que atualmente existem quatro agentes por turno para cuidar dos 400 presos.
Até o momento, os rebelados não fizeram exigências e a principal reclamação é a de superlotação. “Já alertamos à Secretaria de Justiça sobre essa falta de estrutura e pessoal. São poucos servidores e há falta de aparelhamento”, destaca Kleiton Holanda, acrescentando que o motim tem também como objetivo evitar que os presos sofram punição.
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