Árvore nativa do Piauí tem substâncias que podem curar a leucemia
- Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz da Fiocruz e da Universidade Federal Fluminense divulgaram na sexta-feira dia cinco que substâncias extraídas dos ipês nativos do Piauí possuem potencial para curar diversos tipos de leucemia.
- Durante os testes laboratoriais em quatro linhagens de leucemia, três das dezoito moléculas desenvolvidas demonstraram alta potência e seletividade inédita ao atacar os glóbulos brancos cancerígenos sem causar danos significativos às células saudáveis do organismo.
- Apesar do avanço científico promissor que visa solucionar a escassez de medicamentos específicos para a doença, o desenvolvimento completo de novos fármacos comerciais exigirá um longo processo de testes que deve durar pelo menos dez anos.
[ad#336×280]Basta começar o mês de setembro que o cenário fica mais bonito. É que as árvores de ipês, ou PauD’Arco, como também é conhecida, começam florescer e dão um colorido diferente ao Piauí. Agora, além da beleza, a planta nativa do Estado, tem substâncias que podem curar diferentes tipos de leucemia. A descoberta foi feita por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz- Fiocruz e da Universidade Federal Fluminense (UFF), divulgada nesta sexa-feira (5).
Os estudiosos identificaram no Ipê três moléculas capazes de atuar apenas sobre os glóbulos brancos cancerígenos, sem afetar as células saudáveis. Os pesquisadores criaram as moléculas, uma delas derivada de um produto natural extraída da árvore, da união do núcleo das células de outras duas substâncias e as testaram em quatro linhagens diferentes de leucemia. Dos 18 compostos criados, 3 se mostraram mais potentes e com seletividade maior – atacaram as células cancerígenas e, em menor grau, as células saudáveis.

“A leucemia é um dos tipos de câncer que mais afetam crianças e por trás da palavra leucemia se esconde uma grande diversidade de doenças. O grande problema da terapia é a falta do medicamento específico para cada tipo da doença”, explica farmacêutico Floriano Paes Silva Junior.
O descobrimento pode levar à criação de fármacos específicos para o tratamento das leucemias. Os testes e as análises devem levar pelo menos dez anos.
Fonte: Portal O Dia
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