Assessoria do jornalista Tony Trindade diz que mandado de prisão é descabido e desproporcional
- A Polícia Federal executou nesta terça-feira, 18 de agosto, a prisão preventiva do jornalista Tony Trindade durante a Operação Acesso Negado, gerando intenso debate sobre os limites da atuação das autoridades policiais contra profissionais.
- A defesa do apresentador classificou a medida como desproporcional e uma tentativa de censura, argumentando que o jornalista não foi ouvido previamente e apenas cumpria seu dever constitucional de informar a sociedade sobre fatos públicos.
- A assessoria de imprensa reforçou que a prisão ameaça o sigilo das fontes jornalísticas, garantido pela Constituição Federal, e declarou que Trindade permanece à disposição da justiça para provar a legalidade de suas condutas profissionais.
A assessoria de imprensa do jornalista Tony Trindade se manifestou, através de nota, sobre a prisão efetuada nesta terça-feira (18/08), pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Acesso Negado.
“Cabe ressaltar que na qualidade de apresentador de programa de televisão e colunista de jornal, Tony Trindade ao veicular fatos da operação, apenas fez o seu dever de jornalista e formador de opinião”, diz o texto.

Afirma que “o mandado de prisão preventiva a título de frear a divulgação de informação soa descabido e desproporcional, uma vez que o jornalista sequer foi ouvido pela autoridade policial antes da condução”.
Avalia ainda como “temoroso ao exercício profissional, que jornalistas sejam presos por relações com suas fontes, relações essas que são asseguradas pela própria Constituição Federal”.
Afirma também que Tony está à disposição das autoridades, certo de que atos ilegais não prosperarão com o aval da justiça.
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