Bancários do Piauí entram em greve a partir de terça-feira (27)
- O Sindicato dos Bancários do Piauí aprovou em assembleia na última quinta-feira um indiciativo de greve por tempo indeterminado com início previsto para 27 de setembro após rejeição da contraproposta patronal de reajuste de sete vírgula oito por cento
- A categoria classificou o índice oferecido pelos bancos como insuficiente pois representaria um ganho real de apenas zero vírgula trinta e sete por cento enquanto reivindica um reajuste total de doze vírgula oito por cento além de melhorias estruturais nas condições de trabalho
- Novas negociações nacionais estão agendadas para esta sexta-feira e caso não ocorram avanços significativos até a próxima segunda-feira a paralisação deverá ser deflagrada em todo o território nacional afetando o funcionamento das agências bancárias

Em assembleia realizada na noite desta quinta-feira (22), o Sindicato dos Bancários do Piauí aprovou o indiciativo de greve por tempo indeterminado a partir da próxima terça-feira, 27 de setembro. A maioria dos presentes recusou a contraproposta dos bancos. A tendência é de que o movimento seja deflagrado em todo o país, caso as negociações não avancem.
Mais de 200 bancários compareceram na sede da entidade em Teresina. Apenas um voto foi contrário e outras quatro pessoas se abstiveram. “Amanhã (23) vamos ter uma reunião (nacional) com os banqueiros. Se não aparecer proposta até segunda-feira, na terça-feira todos os bancos vão parar”, confirma o presidente do sindicato no Piauí, José Ulisses Oliveira.
Os bancos ofereceram reajuste salarial, revisão da PLR e demais formas de remuneração (vale-refeição, cesta-alimentação e auxílio creche/baba, dentre outras) de 7,8%.
Os bancários afirmam que essa recomposição representa, na realidade, aumento real de 0,37%. A categoria pede reajuste de 12,8%, PLR maior, adoção do piso do Dieese, fim da rotatividade, mais contratações, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades e inclusão bancária sem precarização, dentre outras reivindicações.
No ano passado, foram 15 dias de paralisação. A categoria conseguiu negociar aumento real de 15% no salário.
Fábio Lima
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