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Barragens da região de Picos estão com o nível de água abaixo dos 30%

Sem previsão de chuvas para os próximos meses, a tendência é diminuir ainda mais as águas nos reservatórios.

Dados da Agência Nacional de Águas (ANA) mostram que seis, das 25 barragens do Piauí, estão com o nível abaixo dos 30% da capacidade. Sem previsão de chuvas para os próximos meses, a tendência é diminuir ainda mais as águas nos reservatórios.

Em Pedro II, a barragem está com 9% da sua capacidade. Já em Pio IX, o nível encontra-se crítico, com 2%. Apesar dos números tão baixos, a situação que exige mais cautela é onde a dependência do reservatório é maior, como em São Raimundo Nonato, cuja a barragem está com 22%, o reservatório de Bocaina, com 34%, e em São Julião, com 14%.

“Os reservatórios da região Sul do estado são de maiores dependências, de utilização da água, a exemplo das adutoras que dependem dos reservatórios. Apesar de não estarem em nível crítico, nos preocupam mais porque a região onde são registradas as maiores temperaturas nesta época e chove menos”, explicou a meteorologista Sônia Feitosa.

De julho a agosto, os níveis dos reservatórios no Piauí vêm diminuindo pelo menos um centímetro por dia. Em alguns casos, até quatro centímetros em 24 horas. As perspectivas não são animadoras, porque não há previsão de chuvas.

“Podemos chegar até um colapso em termo de abastecimento de água dos reservatórios”, destacou Sônia Feitosa.

O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) também faz o acompanhamento dos reservatórios. O órgão é responsável pela manutenção e eficiência desses locais.

“São reservatórios construídos há mais de 50 anos. Existem muitas frisuras, crateras. Nós estamos com aproximadamente com umas 15 barragens no programa de recuperação e a gente vem reforçando a necessidade da manutenção”, diz o diretor do Dnocs Piauí, Djalma Policarpo.

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