Barreiras sanitárias são montadas na região de Picos para evitar que Febre do Nilo se espalhe
- O Piauí confirmou o primeiro caso de Febre do Nilo no Brasil, diagnosticado em um vaqueiro de 52 anos no mês de agosto, desencadeando ações imediatas de monitoramento sanitário pela Secretaria de Saúde estadual.
- Oito municípios próximos à região de Aroeira do Itaim permanecem em estado de alerta, embora especialistas descartem a possibilidade de epidemia ou transmissão direta entre humanos, tratando o episódio como um caso isolado.
- Investigações apontam que a infecção ocorreu provavelmente por picada de mosquito, sendo detectados anticorpos em aves locais, o que sugere a circulação do vírus através de espécies silvestres vindas de regiões endêmicas internacionais.
[ad#336×280]AApós a confirmação do primeiro caso de Febre do Nilo em humanos do país no Piauí, a Sesapi informou que equipes de saúde estão trabalhando para fazer barreiras sanitárias e tomando todas as providências para que o vírus não se espalhe.
“Há a possibilidade de pessoas de outros Estados tenham sido infetadas, mas somente aqui o caso foi registrado oficialmente, por isso estamos agindo para que o vírus não se espalhe”, afirmou o secretário de saúde, José Fortes.
Oito municípios próximos a Aroeira do Itaim estão estado de alerta com o caso da Febre do Nilo. “Há duas semanas estamos realizando barreiras sanitárias e estamos agindo de maneira especial em oito municípios da região. No entanto, é preciso lembrar que não se trata de epidemia e sim de um caso isolado e que não há transmissão de pessoa por pessoa”, explica o neurologista Marcelo Adriano.

Somente um caso foi notificado até o momento, um vaqueiro de 52 anos, que foi infectado com o vírus no mês de agosto. Familiares e pessoas vizinhas do vaqueiro também se submeteram a exames. Quatro pessoas foram consideradas suspeitas de estarem contaminadas, no entanto, os exames laboratoriais descartaram a possibilidade de Febre do Nilo.
Segundo o neurologista Marcelo Adriano Vieira, do Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela, provavelmente um mosquito foi infectado ao picar algum pássaro silvestre vindo de regiões endêmicas da África ou Ásia Ocidental.
“Ainda não sabemos como o agricultor foi infetado, mas foram colhidos materiais para a realização de exames em vacas, mosquitos e aves da região, onde somente nas aves foram encontrados anticorpos do vírus, o que mostra que essas aves não têm o vírus, mas já o tiveram”, afirma o neurologista Marcelo Adriano.
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