Bispo baixa decreto e proíbe a celebração de Missa de posse na área da Diocese de Picos
- O bispo Dom Plínio José Luz da Silva proibiu a realização de missas de posse na Diocese de Picos, visando impedir que celebrações eucarísticas sejam personalizadas em torno de políticos eleitos nas eleições de 2016.
- O decreto estabelece que as celebrações de primeiro de janeiro de 2017 devem seguir rigorosamente a liturgia da solenidade da Santa Mãe de Deus, mantendo horários habituais e focando exclusivamente no mistério da vida eclesial.
- A norma determina que eleitos ocupem lugares comuns entre os fiéis, proibindo privilégios na presidência da liturgia por laços de amizade ou parentesco, garantindo que o caráter público e comunitário da eucaristia seja preservado.
Alegando que a eucaristia deve conservar seu caráter eclesial e público, inclusive da participação do povo de Deus, o bispo diocesano, dom Plínio José Luz da Silva, proibiu a realização da chamada “Missa de posse” na Diocese de Picos.
O documento foi publicado nesta terça-feira, 20, assinado pelo bispo diocesano de Picos, dom Plínio José Luz da Silva e pelo chanceler da Cúria, Padre Sebastião Francisco dos Santos, que também é pároco da Paróquia São Francisco de Assis, no bairro Junco.

“Cientes de que os eleitos em 2016 para cargos públicos nos próximos anos venham solicitar Missa em Ação de Graças por ocasião de suas posses, lembramos que a Eucaristia deve conservar seu caráter eclesial público, inclusive, da participação do povo de Deus” – escreveu o bispo de Picos.
No decreto, dom Plínio determina que na Diocese de Picos não haja a chamada “Missa de posse”, onde, segundo ele, tudo gira em torno dos eleitos, inclusive, leituras, cantos, ritos, etc. Mas, se celebre o mistério de Cristo e da vida da Igreja.
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O bispo alerta ainda que a liturgia se atenha a solenidade da Santa Mãe de Deus, incluindo os cantos e ritos próprios da solenidade. Que em todas as Paróquias e Áreas Pastorais, as missas do domingo, 1º de janeiro de 2017, sejam celebradas nos mesmos horários de costume, facilitando a participação dos fiéis e dos eleitos.
Por fim, dom Plínio orienta que os eleitos sejam convidados a ocupar os primeiros lugares na celebração junto aos fiéis, objetivando uma participação e vivência dos mistérios celebrados. E encerra advertindo que a missa seja presidida pelo Pároco ou Vigário Paroquial e, que não haja privilégio de presidência por parentesco ou amizade com os eleitos.
O documento foi registrado no Livro de Decretos e Atos Administrativos da Diocese de Picos.
Tradição
Na Diocese de Picos, já era uma tradição a celebração de missa em ação de graças por ocasião da posse dos candidatos eleitos para cargos públicos. Da mesma forma como acontece na data de comemoração de aniversário da cidade e, em outros momentos importantes para a vida da comunidade.
POR: José Maria Barros / Jornal de Picos
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