Bocaina: População raciona água e teme que barragem seque totalmente
- A escassez hídrica na Barragem de Bocaina impede a irrigação agrícola, resultando na perda de 80% da safra do semiárido e na morte de 60% do rebanho local, agravando severamente a crise econômica regional.
- Comunidades rurais de Sussuapara enfrentam racionamento rigoroso devido ao baixo nível do reservatório, enquanto a Agência Nacional de Águas monitora 25 açudes na região de Picos para conter os impactos da prolongada estiagem severa.
- O leito do rio permanece seco em diversos trechos, forçando agricultores como Sebastião Barros a racionar o consumo, enquanto o ressurgimento de estruturas submersas evidencia o esgotamento crítico dos recursos hídricos na área.
[ad#336×280]A quantidade de água que está sendo liberada pela Barragem de Bocaina, é insuficiente para irrigar o plantio de feijão e outras culturas. A seca já levou a perda de 80% da safra de todo o semiárido e 60% do rebanho morreu. Pelo menos 25 açudes estão sendo monitorados pela Agência Nacional de Águas (ANA), na região de Picos.
Comunidades ribeirinhas da zona rural de Sussuapara, município próximo a Bocaina que também é abastecido pela barragem, estão convivendo com a escassez e fazendo racionamento com receio de que a água da barragem não seja suficiente para suprir as necessidades mínimas.

O agricultor Sebastião Barros afirma que estão regrando a água. “Tem dia que não corre uma única gota de água no leito do rio. Estamos regrando a água com medo da barragem secar até chover de novo”.
Na comunidade São João da Varjota, em Bocaina, o gado já se alimenta de pasto seco. A água do açude usada para o consumo animal não chega as propriedades. Construções antes submersas começam a ressurgir.
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