Caixa retira ‘invasores’ de imóveis no Antonieta Araújo
- A Caixa Econômica Federal executou uma ordem judicial de reintegração de posse no Conjunto Habitacional Antonieta Araújo, em Picos, resultando na retirada de vinte e duas famílias que ocupavam irregularmente os imóveis da instituição financeira.
- A Polícia Militar de Picos foi acionada para garantir o cumprimento da desocupação após o vencimento do prazo de quarenta e oito horas, encerrado na última quinta-feira, dia cinco, para a saída voluntária dos ocupantes notificados.
- A Coordenadoria de Habitação de Picos confirmou que não possui responsabilidade sobre a ação judicial, ficando incumbida apenas de convocar famílias do cadastro de reserva para ocupar as unidades habitacionais agora liberadas pela Caixa Econômica.
Através de uma ação judicial de reintegração de posse, a Caixa Econômica Federal deu cumprimento à retirada de 22 famílias que haviam ocupado imóveis de maneira irregular no Conjunto Habitacional Antonieta Araújo, localizado no bairro Belo Norte. A desocupação foi estipulada num prazo de 48 horas que se encerrou na última quinta-feira (05).
As famílias que se negaram a cumprir a notificação e por essa razão permaneceram nos imóveis serão retiradas por ação da Polícia Militar de Picos. Além disso, para os que se retiraram no prazo inicial, a Caixa disponibilizou gratuitamente um veículo para fazer a mudança.
A situação foi lamentada pelos beneficiários, a exemplo de Ivanilda Rosa Alves. Sua vizinha foi uma das famílias notificadas a deixar o apartamento e ela reforça que a mesma não tem para onde ir.
“Essa situação é revoltante. Tem gente que ganhou aqui e não tinha precisão, uns moram em Teresina, outros em São Paulo e fecham as casas [chorou]. Eu fico cortada com pena de ver situações como essa, em que a minha vizinha não tem para onde ir com dois filhos e um marido com a perna cheia de ferro. Teria de ter fiscalização aqui”, afirmou a moradora.
A nossa equipe de reportagem contatou servidores da Caixa que estavam no Antonieta Araújo fiscalizando moradias. A título de esclarecimento, o servidor informou que a ordem judicial não se utiliza de medidas enérgicas e que a ação se faz necessária já que os apartamentos pertencem a instituição financeira.
A coordenadora de Habitação de Picos, Cláudia Mônica, esclareceu que a ordem judicial não parte do órgão e que este apenas ficará a cargo de convocar o cadastro de reserva.
“Convocamos a reserva para ocupar esses 22 apartamentos. Esses apartamentos são da Caixa Econômica, e essa ação não é de responsabilidade da Coordenadoria de Habitação. Ficamos responsáveis apenas pela seleção de famílias.
Fonte: Folha atual
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