Cajucutores da região de Picos contabiliza perda de 80% da safra
- Produtores de caju da Região de Picos registram perdas superiores a oitenta por cento na safra atual, conforme dados divulgados pela Central de Cooperativas dos Cajucultores do Piauí devido à seca prolongada.
- A crise na cajucultura é agravada pela incidência severa da praga conhecida como Mosca Branca, cujos ataques causam amarelecimento e reduzem drasticamente a capacidade fotossintética e produtiva das plantações no semiárido piauiense.
- Jocibel Belchior, presidente da COCAJUPI, alerta para o risco de colapso socioeconômico na região e cobra do Governo medidas emergenciais urgentes para combater a praga e preservar a subsistência de centenas de famílias.
[ad#336×280]Os produtores de caju da grande Região de Picos já acumulam perde de mais de 80% na sagra deste ano, segundo a Central de Cooperativas dos Cajucultores do Piauí (COCAJUPI). A perda se deve principalmente aos quatro anos consecutivos de seca no semiárido piauiense e as diversas pragas que aparecem em determinados períodos do ano.
A principal praga segundo o presidente da COCAJUPI, Jocibel Belchior é a Mosca Branca, uma espécie de inseto que atacam e ocasionam muitos prejuízos às plantas cultivadas. Começam no transplante da cultura e prosseguem no decorrer de seu desenvolvimento, ocasionando em curto prazo redução acentuada da produtividade e em longo prazo comprometendo de forma irreversível a sustentabilidade de muitos canteiros agrícolas.

Os danos podem ser diretos, através de anomalias, ou desordens, caracterizadas pelo amarelecimento de folhas, ramos e frutos, causado pela injeção de toxinas durante o processo de alimentação do inseto. Outro tipo de dano significativo é acarretado pelo desenvolvimento de fumagina nas folhas, o que reduz a taxa fotossintética das plantas, bem como a desuniformidade na maturação das colheitas e a consequente redução da produção.
Jocibel Belchior, que também é vice-presidente da Câmara Setorial da Cajucultura do Piauí, disse que é preciso medidas emergenciais por parte do Governo para que o problema seja resolvido, evitando perdas drásticas na produção e cultivo do Caju na região.
“Precisamos de uma ação de combate a esse praga urgentemente, caso contrário nossa região irá deixar de ser uma das maiores produtoras de Caju da região. Se a essa região ficar sem a cajucutura muitas famílias terão suas vidas comprometidas”, disse Bilchior.
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