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Calçadas picoenses: “Vitrine” para o comércio informal

Na cidade de Picos uma prática tem se tornado comum, calçadas sendo utilizadas como espaço para exposição e venda de produtos. Andar pelas ruas picoenses, significa por algum momento se deparar com “Olha a almofada baratinha” ou ainda “Compre o DVD e se divirta com sua família”. São situações como estas em que atraímos nossos olhares e compramos por um dado momento um produto.

Comércio informal tem palco de vendas as calçadas - Foto: Paula Monize
Comércio informal tem como  palco de vendas as calçadas – Foto: Paula Monize

A prática denominada como comércio informal ou “ambulante” tem tomado conta das ruas de Picos. Eles – comerciantes, estão lá aos montes todas as manhãs a procura de um bom lugar para vender sua mercadoria. Os artigos de venda são os mais variados possíveis, bijuterias, DVDs, CDs, produtos para a casa, saúde, dentre outros, sempre disputando com a concorrência o mínimo espaço para atrair clientes.

De acordo com os próprios vendedores ambulantes a escolha pelas calçadas é devido ser um ponto estratégico, circulação de pessoas que mesmo com a correria diária de suas atividades param para dar uma “olhadinha” nos produtos.

 

Sustento da família

É nestes espaços que centenas de pessoas obtêm a renda diária para a sobrevivência de suas famílias, pessoas como Eneas Ferreira que há três anos faz da rua, espaço desprezado por muitos, o seu “ganha pão”.

Eneas que tem utilizado um trecho da calçada lateral da Av. Getúlio Vargas, próximo ao Banco do Nordeste como ponto de exposição de suas mercadorias, diz ser um local propício para se vender, porém com as constantes fiscalizações da Prefeitura Municipal de Picos, já reduziu e muito a variedade dos artigos.

“Aqui eu tiro no dia aproximadamente R$100, as pessoas param e compram, é um bom lugar para a gente que trabalha com o comércio na rua. Porém com a fiscalização da prefeitura eu já diminui e foi muito a minha banca de mercadorias, pois estava atrapalhando a passagem das pessoas”, lamenta Eneas.

Eneas Ferreira, obtém a renda familiar desta prática- Foto: Paula Monize
Eneas Ferreira, obtém a renda familiar desta prática- Foto: Paula Monize

Segundo Eneas para sustentar sua família, pois ele sobrevive apenas do comércio “ambulante”, o mesmo tem se dirigido para outras cidades vizinhas em busca de maiores vendas, onde o espaço para se vender também é maior.

Do talento à forma de se ganhar dinheiro

É no bordado de almofadas, cortinas, lençóis de cama, que a vendedora Oliciadora da Luz faz sucesso. Oliciadora vende nas calçadas, a sua vitrine de exposição há mais de 9 anos, e é daí que tira a renda para manter seu esposo, e dois netos. A mesma conta já ter escolhido outros locais, como a feira de verduras e frutas, mas afirma ser no seu ‘ponto’ atual, na Av. Getúlio Vargas que as vendas aumentaram.

Oliciadora da Luz, vendedora ambulante - Foto: Paula Monize
Oliciadora da Luz, vendedora ambulante – Foto: Paula Monize

“Aqui em frente ao Banco do Nordeste eu vendo mais, as pessoas saem do banco ou passam na rua e sempre param para ver minhas almofadas. Eu digo que sou feliz fazendo o meu trabalho e podendo mostrar o que faço sou ainda mais feliz”, afirma a vendedora.

Oliciadora ainda conta que seu talento encanta as pessoas que passam diariamente no trecho, e pra ela bordar é uma terapia. É algo que aprendeu com sua mãe e ainda hoje se dedica ao ofício.

produtos expostos nas calçadas - Foto: Paula Monize
Talento exposto nas calçadas – Foto: Paula Monize

Arte tem espaço garantido nas calçadas

A poucos minutos da sua chegada à Capital do Mel, Roberto Araújo que é natural de Floriano já tinha atraído dezenas de pessoas que passavam pelo local com a pintura de seus quadros. Há 15 anos trabalhando com pintura em cerâmica, o mesmo relata ter conseguido um bom dinheiro.

Roberto Araújo pinta telas há mais de 15 anos - Foto: Paula Monize
Roberto Araújo pinta telas há mais de 15 anos – Foto: Paula Monize

Diferentemente do que se costuma ver, Roberto Araújo pinta os quadros “ao vivo” e isto fascina as pessoas. “Dificilmente alguém passa e não para ver a paisagem se formando na cerâmica que encanta pela beleza e pela explosão de cores que se unem”, conta Roberto Araújo.

Infelizmente Roberto Araújo estava apenas de passagem pela cidade de Picos, pois estava de malas prontas para Fortaleza, onde de acordo com ele neste período de fim de ano vende bastante.

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O outro lado da moeda

O comércio ambulante que por vezes ocupa o espaço destinado para a  circulação de pessoas que transitam pelas calçadas é um problema a ser contornado. Para o Superintendente do Departamento Municipal de Trânsito (DMT), Nobre Júnior, a prática é incorreta, pois dificulta o tráfego de pessoas.

 

 

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