A Câmara Municipal de Pio IX antecipou para esta sexta-feira (15), às 19h, a sessão que analisará o pedido de abertura de processo de impeachment contra o prefeito afastado Silas Noronha, investigado por suspeita de participação em um esquema de exploração sexual de adolescentes no município.
A votação estava inicialmente prevista para a próxima segunda-feira, mas foi remarcada após consulta realizada ao Tribunal Regional Eleitoral do Piauí sobre a composição dos parlamentares aptos a participar da sessão.
Segundo o presidente da Câmara, Maykon Alencar, a vereadora autora da denúncia ficará impedida de votar no processo.
Com isso, houve necessidade de definição sobre a convocação de suplente, situação solucionada após o retorno de um vereador que havia deixado temporariamente a Casa para assumir secretaria municipal.
Na sessão desta sexta-feira, os vereadores decidirão se aceitam ou não a denúncia apresentada contra o prefeito afastado.
Para que o processo de impeachment tenha prosseguimento, será necessária maioria simples dos votos, equivalente a seis parlamentares.
Caso o pedido seja aceito, será formada uma comissão processante composta por três vereadores, escolhidos por sorteio.
A comissão deverá analisar o caso e abrir prazo para manifestação da defesa antes de eventual votação final em plenário.
O pedido de cassação se baseia em suposta quebra de decoro e na impossibilidade do exercício pleno das funções administrativas diante das investigações conduzidas pela Polícia Civil do Piauí.
Paralelamente ao processo político, a Câmara também mantém em andamento uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada para acompanhar as denúncias envolvendo o gestor.
As acusações vieram à tona após vídeos divulgados nas redes sociais pelo ex-colaborador da campanha do prefeito, Liedson Lopes, que relatou suposto esquema de aliciamento de adolescentes.
Silas Noronha chegou a ser preso no mês de abril, juntamente com o sobrinho Samuel Noronha, apontado nas investigações como possível participante do esquema.
Os dois tiveram a prisão revogada pela Justiça no início deste mês, mas o prefeito permanece afastado do cargo por decisão judicial pelo período de 90 dias.
A investigação segue em andamento.
