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Candidato a vereador registra em cartório doação integral de salário caso eleito

Roberto Wilson Nunes Soares
Foto: Reprodução

No interior do Piauí, uma situação inusitada. Candidato a vereador no município de Picos, o advogado Roberto Wilson Nunes Soares (PT), registrou em cartório que doará todo o salário de vereador caso seja eleito. A doação, segundo ele, será feita à instituições de caridade durante todo o mandato parlamentar, que é de quatro anos.

O compromisso foi registrado em cartório por meio de uma “Declaração Pública de Vontade”. Ele disputa junto com outros 134 candidatos, uma das 15 vagas no legislativo municipal. Para a disputa, ele afirmou à Justiça Eleitoral que terá gasto máximo de R$40 mil. A declaração de bens do candidato, registrada no Sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entretanto, não registra nenhum bem declarado. Cópias da “declaração Pública da Vontade” foram encaminhadas ao Ministério Público Estadual para que o mesmo garanta o cumprimento do compromisso caso o candidato seja eleito.

No documento, ele alega que sua declaração foi feita “de maneira espontânea e consciente”. Caso venha a ser eleito, Dr. Roberto Soares afirma que escolherá, a cada mês a instituição que será beneficiada. “Não estou renunciando o salário. Estou abrindo mão dele porque não sou político pessoal e nem pretendo ser”, disse, ressaltando ainda que sua decisão foi colocada como condicionante em seu partido para lançar-se candidato.

Registro da doação do salário

Disputando as eleições pela primeira vez, Dr. Roberto Soares destaca que “há muitas frustrações na política” e que isso acontece porque as pessoas se utilizam do cargo em beneficio próprio e não do outro. “É apenas uma sementinha que estou semeando. Sei que isso pode constranger muita gente, mas não é crítica a ninguém em específico. Sempre achei que servir ao povo deva ser um gesto voluntário e agora que estou tendo a oportunidade, quero fazer isso de maneira transparente. Não é demagogia”, frisou.

O candidato ressalta que sua decisão é irregovável e que pediu ao Ministério Público que acompanhe o cumprimento dela. “Não acho que a função de vereador seja emprego, tampouco a Câmara Municipal é lugar para se ganhar dinheiro. Ao povo e a nossa cidade, deve-se servir de forma espontânea e voluntária, sem qualquer recompensa financeira“, avalia acrescentando que sua decisão tem causado surpresa na cidade. “Tem gerado uma repercussão positiva, mas não fiz isso de forma demagógica para atrair votos”, garante.

portalodia.com

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