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Carneiro de ouro é exibido pela primeira vez em Teresina

Nunca duvide da capacidade de esbarrar com algo surpreendente ao navegar, à deriva, na internet. Foi isso que aconteceu com a cineasta e professora de Comunicação da UnB, Dácia Ibiapina, quando viu, pela primeira vez uma produção de cinema ousada, criativa e literalmente independente. Estava tudo no Youtube. E era tudo feito bem aqui, no Piauí.

Dedé Rodrigues – Cineasta

No sertão do Piauí, a exatamente 314 km da capital, Teresina, surge um improvável polo de produção cinematográfica. “Eu conheci os filmes de Dedé Rodrigues antes de conhecê-lo pessoalmente”, diz Dácia. A produção de cinema em Picos virou objeto de estudo do pós-doutorado de Dácia, pela Universidade Federal do Piauí-UFPI. “Meu interesse pelo tema decorre da importância que atribuo às expressões e manifestações culturais que surgem no Brasil onde menos se espera e que fazem a diferença em um país onde a diversidade cultural é grande e infelizmente não tem a merecida visibilidade”, diz a diretora.

Ao longo das pesquisas ela foi conhecendo melhor os diretores, seus filmes, atores e atrizes. “Como sou cineasta, não me bastava colocar no papel os resultados da pesquisa, queria levá-los às telas”, relembra. E foi assim que surgiu o filme Carneiro de Ouro (2017), que será exibido hoje, pela primeira vez em Teresina, dentro da programação da Parada de Cinema.

Primeiramente pensado para ser o episódio piloto de uma série retratando a produção de cada coletivo daquela região, o documentário foi filmado em dez dias na cidade de Picos, no final do ano 2016. A montagem e finalização aconteceu entre Brasília e São Paulo em abril de 2017. No mesmo ano o filme estreou no 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, conquistando o prêmio de Melhor Filme de Curta-Metragem – Júri Popular, além de Melhor Direção na Mostra Brasília.

Quem for à Parada de Cinema ontem ficou cara a cara com o diretor da trilogia “Cangaceiros fora do tempo”, além de alguns atores documentados por Dácia – Dedé Rodrigues e parte do elenco são convidados especiais da sessão que começa às 19h, na Sala Torquato Neto. “Eles criaram uma cadeia produtiva e um modo de produção próprios”, destaca a cineasta. “Contam histórias locais e regionais para o mundo”, elogia. “Eles são realmente cineastas independentes”.

Fonte: Portal O Dia

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