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RACISMO: Sem respostas, familiares se revoltam com postura da Polícia

O caso de agressão motivado por questões de racismo que chocou a população da região de Picos esta semana continua sem respostas. O jovem Mateus Martins, de 20 anos, negro e ex-militar, teve o nariz fraturado por usar um tênis caro. O incidente ocorreu na madrugada da última terça-feira, 04, no Povoado Buriti Grande, em Dom Expedito Lopes.

Vítima foi levada para o Hospital Regional Justino Luz- Foto: Reprodução/ Facebook

Após o ocorrido, familiares prestaram o Boletim de Ocorrência na Delegacia Regional de Picos, mas o agressor que é conhecido da vítima continua em liberdade e sequer foi intimado. A situação tem revoltado familiares de Mateus que afirmam que o caso de violência tem sido tratado com negligência.

A mãe de Mateus, Argemira Martins, lamenta o episódio e diz que só foi atendida pelos policiais de plantão após mencionar que estava ao telefone com o ex-comandante do 4º BPM de Picos, coronel Wagner Torre.

“Eles só abriram a Delegacia quando disse que quem estava ao telefone era o ex-comandante da PM de Picos, Wagner Torres. Eu vejo isto com muita tristeza e indignação, porque em pleno século XXI que nós estamos, eu pensei que isto não aconteceria mais principalmente com alguém dentro da minha casa. De repente eu vejo meu filho espancado, ensanguentado por uma pessoa conhecida nossa apenas por a cor da pele”, disse a mãe da vítima.

Argemira acrescenta que o caso não pode ficar impune. “Por mim você pode me chamar de preto, amarelo, branco, o importante é o que eu sinto, a minha essência. Agora o espancamento em si, é que não pode ficar impune. Até agora passou o flagrante, e o agressor vai responder em liberdade. Registrei o boletim de ocorrência, e o levei para o Hospital em que foi constatado a fratura do nariz”, concluiu.

“Não é a primeira vez que passo por isto”

Mateus Martins que foi agredido verbalmente e fisicamente explicou que já é a segunda vez que o agressor age com violência por conta da cor da pele.

“A gente conversa bastante, e uma vez falando que tinha ido a Fortaleza ele comentou que eu não podia por ser preto, pobre e burro. Desta vez estava passando, ele me parou e estava com um tênis que costumava usar, dizendo que não poderia usar porque era preto. Então o respondi, e quando aconteceu isto ele começou a me agredir, coloquei os braços para trás e deixei ele bater”, disse a vítima.

Repercussão

O caso foi denunciado nas redes sociais pela irmã de Mateus, Mylla Martins. Em seu perfil pessoal no Facebook, Mylla Martins relatou o episódio com revolta.

Poucos minutos após a publicação, o caso varreu as redes sociais e já tem mais de 400 compartilhamentos. Internautas de solidarizaram com o caso.

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