Caso Isaac: Data de julgamento pode ser adiada
- O julgamento popular de Martins Borges da Silva, acusado de assassinar com um tiro de espingarda o menino Isaac José Luz de Sousa em março de 2014, corre sério risco de adiamento devido à saída da advogada de defesa Marilene Vera.
- Como o réu não constituiu um novo defensor dentro do prazo legal estabelecido pela Justiça após ser intimado, o processo foi encaminhado à Defensoria Pública, impedindo a indicação prévia de testemunhas de defesa para a sessão que estava agendada para o dia sete de abril.
- Preso há quase dois anos na Penitenciária José de Deus Barros após ter sua prisão preventiva decretada na época do crime cometido no bairro Pedrinhas, Martins Borges aguarda o desdobramento judicial que definirá os próximos passos do trâmite processual.
O julgamento do garoto Isaac José Luz de Sousa, assassinado em março de 2014, pode ser adiado. A informação foi confirmada pelo assistente de acusação, Maycon Luz, devido a advogada de defesa do acusado, Marilene Vera, ter deixado o caso.
A data do júri popular estava prevista para o dia 07 de abril, e quem senta no banco dos réus é o acusado, Martins Borges da Silva, apontado nos autos do processo como o autor do disparo que tirou a vida do menino. Isaac foi assassinado com um tiro de espingarda, dentro de casa, no bairro Pedrinhas.

Segundo informações do assistente de acusação, Maycon Luz, o acusado terá de constituir um novo advogado, o que pode adiar a data do júri.
“A juíza determinou que o acusado fosse intimado para constituir um novo advogado e caso isso não acontecesse o processo seria remetido à Defensoria Pública”, disse o assistente de acusação.

Passado o prazo da intimação, o acusado Martins Borges não apresentou um advogado e será representado por um defensor público, em que testemunhas de defesa não foram arroladas.
Martins Borges da Silva está preso há quase dois anos na Penitenciária José de Deus Barros. O mesmo apresentou-se na Delegacia Regional de Picos três dias após o crime, com o intuito de responder em liberdade, porém, o delegado responsável pelo caso solicitou a justiça um pedido de prisão preventiva. Na época do crime Martim, que já tinha passagem pela policia, se refugiou na cidade de Jaicós.
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