Caso Isaac: Peritos de Teresina serão requisitados para reconstituição do crime
- O suspeito Martins Borges da Silva foi detido após se apresentar às autoridades pelo assassinato do menino Isaac José Luiz de Sousa, ocorrido em 3 de março, enquanto o inquérito policial segue em fase final.
- Peritos criminais de Teresina realizarão a reprodução simulada do crime em Picos com a presença do indiciado, visando esclarecer a dinâmica do disparo fatal e integrar os resultados do laudo cadavérico ao processo investigativo.
- A polícia investiga a origem do projétil extraído da vítima, analisando se o disparo partiu de uma espingarda ou revólver, enquanto apura a hipótese da defesa sobre uma possível motivação ligada a um conflito conjugal.
[ad#336×280]As investigações sobre o caso do garoto Isaac José Luiz de Sousa, de 8 anos, assassinado com um tiro de espingarda no dia 3 de março seguem a todo o vapor. Após se apresentar a polícia, o suspeito, Martins Borges da Silva, foi preso. O delegado regional, Antônio Madison, informou que o inquérito policial do caso está praticamente concluído, e que a reconstituição do crime deve ser iniciada em breve sob a solicitação de peritos da Capital.
“Será requisitado à reprodução simulada por peritos de Teresina que se deslocarão até a cidade de Picos. No dia da reprodução simulada vai comparecer o indiciado, o senhor Martins Borges, que vai mostrar como se sucedeu o fato. Estamos esperando ainda os resultados do laudo cadavérico para serem incluídos no inquérito,” disse o delegado.

O delegado ainda ressaltou que outro ponto da investigação recai sobre o projétil (bala) da arma de fogo que foi extraída do corpo da criança. Uma das hipóteses é que o projétil não tenha sido efetuado de uma espingarda (arma lisa), mas de um revólver, pois se existirem ranhuras, e se a perícia confirmar que a bala foi produzida por um revolver, novos rumos tomarão a investigação.
Outra hipótese levantada pelo advogado da família da vítima, é de que a bala que acertou a criança seria para a esposa de Martins Borges, pois os mesmos teriam discutido. Porém em depoimento, ambos negaram ter entrado em discussão, o que para o delegado se torna difícil chegar a esta conclusão por falta de testemunhas.
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