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Castelo: Médicos avaliam se garota internada poderá depor ainda hoje

O diretor-geral do Hospital de Urgência de Teresina (HUT), Gilberto Albuquerque, informou que a garota de 17 anos, vítima do estupro coletivo em Castelo do Piauí e que ainda continua internada, será submetida a uma avaliação médica ainda nesta quinta-feira (25), para constatar se ela tem condições de participar da audiência sobre o caso que acontece nesta manhã, no Complexo da Cidadania. A adolescente e outras duas vítimas serão ouvidas pelo juiz da 2ª Vara do Ato Infracional, Antônio Lopes de Oliveira.

“Ela está na unidade de cuidados intermediários na semi- intensiva e será submetida a essa avaliação. A previsão é que tenhamos esse resultado até às 10h”, disse Albuquerque. O quadro de saúde da adolescente é estável e ela poderá ter alta ainda nesta semana.

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Antes de começar a audiência, o promotor Cesário Cavalcante, que acompanha o caso, se deslocou até ao HUT- que fica ao lado do Complexo da Cidadania, no bairro Redenção- para conversar com a família da jovem internada e com o diretor do hospital e saber das reais chances da adolescente prestar depoimento ainda hoje.

Ao todo mais 26 testemunhas, entre defesa e acusação, já foram ouvidas. O representante do Ministério Público reforça que as audiências com os menores infratores e agora com as vítimas acontecem em Teresina por motivo de segurança e em respeito às adolescentes.

“As garotas ainda estão muito abaladas tanto psicologicamente como fisicamente e por isso estas audiências ocorrem em Teresina. Seria um desgaste enorme leva-las para Castelo do Piauí, até por que elas estão tendo acompanhamento. As vítimas têm que ser ouvidas porque são partes integrantes do processo e depois do depoimento delas, se encerra a audição das testemunhas e o colhimento de provas”, disse Cavalcante.

Após serem ouvidas, o juiz abrirá prazo para que o Ministério Público e defesa dos acusados ofereceram as alegações finais. A sentença dos menores infratores deve sair em duas semanas, quando se encerra o prazo de 45 dias, período em que os suspeitos podem ficam internados, antes de serem julgados. O processo contra Adão de Sousa, apontado como o mentor o crime, corre separadamente.

“Eu nunca vi nada igual na minha vida, nenhum crime com tanta crueldade. Eu fiquei muito triste porque a primeira testemunha que eu iria ouvir era a Daniele e foi muito difícil ter que deletar o nome dela do processo”, reitera o promotor.

O crime ocorreu no último dia 27, em Castelo do Piauí (190 Km de Teresina). Quatro adolescentes entre 15 e 17 anos foram vítimas de estupro e graves lesões. Uma delas, Danielly Feitosa, 17 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu após passar por várias cirurgias.

Os adolescentes suspeitos estão internados no Centro de Internação Provisória (Ceip). Adão de Sousa, acusado de comandar os crimes, está detido no Centro de Detenção de Altos. Eles responderão pelos crimes de estupro, tentativa de homicídio, homicídio com agravante de feminicídio Adão responderá ainda por corrupção de menores.

Sobre o laudo do exame de DNA que comprova a participação de dois adolescentes no estupro, além de Adão Sousa, o promotor disse que ainda não viu o documento e que ele foi anexado ao processo, que corre em segredo de justiça. “O laudo pericial foi entregue ao fórum e está inserido no processo com as demais perícias”, finalizou.

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