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Chuvas ficarão 60% abaixo da média em dezembro, revela meteorologista

O Piauí tem registrado um aumento considerável de temperatura nos últimos dias, o que tem feito baixar a umidade relativa do ar. Essas características devem predominar ainda este mês de dezembro. Segundo a meteorologista Sônia Feitosa, da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semar), o sistema que favorece a penetração das chuvas está bloqueado, o que prevalece a massa de ar seco e inibe a nebulosidade, fazendo com que não tenham chuvas.

O fenômeno climático El Niño também tem influenciado nessa escassez de chuvas e elevação da temperatura acima do esperado, provocando seca intensa no Piauí. Com isso, “o mês de dezembro ficará com 60% de chuvas abaixo da média. As chuvas podem melhorar nos próximos dias, mas já era para ter começado bem antes, inclusive no Sul do Estado, que o volume já era para estar muito maior”, disse.

Açudes estão secando em várias regiões do Piauí - Foto: Reprodução
Açudes estão secando em várias regiões do Piauí – Foto: Reprodução

Sônia Feitosa ainda destaca que o mês de dezembro não era para estar com temperaturas tão elevadas. Nos últimos dias, os termômetros registraram 42°C, quando a média para este período deveria ficar entre 34°C e 36°C. Na última terça-feira (1º), as maiores temperaturas registradas foram nas cidades de Oeiras (42°C), Esperantina (41,7°C) e Floriano (41,7°C).

Barragem ameaça seca caso não haja chuvas no interior do Piauí (Foto: Gil Oliveira/ G1)
Barragem de Bocaina (Foto: Gil Oliveira/ G1)

Já a umidade relativa do ar deve ficar, nos próximos dias, na região Central e Norte do Estado, entre 20% e 15%, valores considerados bem abaixo da média. Em Teresina, a umidade poder ficar em torno de 16%.

“A sensação térmica também aumenta, dependendo do ambiente que a pessoa esteja e da temperatura corporal. Se a pessoa estiver em um local mais agradável, com sombra, a temperatura ficará mais suportável, mas se ela estiver em um local com concreto, em uma avenida, aí o valor da sensação térmica pode ser muito maior, e isso acaba provocando problemas de saúde”, relata Sônia Feitosa.

Saúde 

Entre estes prejuízos destacam-se os problemas de pele e respiratórios, além do desconforto. A pessoa tende a ficar mais ofegante e desidratar mais rapidamente, inclusive provocando envelhecimento precoce. Por isso, a necessidade de intensificar a hidratação nesse período mais quente.

Outra recomendação é evitar fazer atividades físicas nesses horários mais quentes, entre 10h e 16h, optando pelo horário da manhã ou final da tarde. O uso de protetor solar também é indicado, assim como artefatos que inibam a incidência dos raios ultravioletas, como chapéus e guarda-sol.

Por: Isabela Lopes – Jornal O DIA

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