Chuvas irregulares na região de Picos não animam agricultores
- Agricultores familiares do município de Paulistana, no semiárido piauiense, enfrentam graves incertezas devido às chuvas irregulares registradas desde janeiro, ameaçando a totalidade da safra de milho e feijão essencial para a sobrevivência local.
- Na região de Betânia, a situação agrava-se com perdas superiores a noventa por cento na safra anterior, somadas à interdição parcial da principal rodovia asfaltada, fator que estrangula o escoamento e prejudica severamente a economia agrícola regional.
- A escassez hídrica extrema, marcada por apenas sessenta milímetros de chuva em dezembro frente à demanda mensal de duzentos, levou a prefeitura a restringir o principal açude, comprometendo o abastecimento de cerca de vinte mil habitantes.
[ad#336×280]Em Paulistana, no semiárido piauiense, as expectativas não são boas em relação ao período chuvoso. Na região, as chuvas foram isoladas não animaram os agricultores. Eles vivem uma incerteza, mas não perdem a esperança. Os pés de milho e feijão plantados em janeiro já estão crescidos, mas se não chover até o início de março o cultivo da roça plantada por Josiel de Sousa para o sustento da família pode ser perdido.
“A gerente pede para chover e nada. Se não cair água esses dias nós poderemos perder tudo que plantamos. Aqui nessa roça é de onde tiro o sustento de toda a família, mas se não chover não sei o que fazer”, lamentou.

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Desde o início do ano os agricultores de Betânia, no interior do Piauí sofrem com chuvas irregulares e as incertezas no plantio. As perdas na última safra passaram de 90%, até a única estrada de asfalto que dá acesso a cidade continua parcialmente interditada, prejudicando a agricultura local.
Em Paulistana, o horizonte também não parece sinalizar boas notícias para o sertanejo. “A gente plantou, mas nada nasceu. A terra está seca e não tem como nascer nada. Não sabemos como vai ser a partir de agora, pois o sofrimento é grande”, relatou Joana Paula, agricultura.
Quem plantou em dezembro esperava que houvesse chuva para segurar a lavoura, mas isso não aconteceu. Naquele mês, choveu na região apenas 60 milímetros, e mesmo assim a água mal deu para encher pequenos reservatórios. Para encher açudes e garantir produtividade seriam necessários pelo menos 200 milímetros por mês.
Se no campo a situação preocupa na cidade não é diferente. A prefeitura restringiu o uso dá água do maior açude dá região e que abastece cerca de vinte mil habitantes. Desde 2012 o sertão do Piauí vem enfrentando estiagens cada vez mais severas.
G1 Piauí
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