Comando da PM muda comandante da polícia de Paulistana após denúncia da deputada Liziê
- O coronel Carlos Augusto nomeou o tenente-coronel Antônio Cordeiro Ribeiro para comandar o policiamento em Paulistana até 5 de outubro de 2016, visando garantir a isenção institucional durante o período das eleições municipais.
- A substituição do major Felipe ocorreu após denúncias da deputada estadual Liziê Coelho, que acusou agentes da Polícia Militar de coação eleitoral em favor do prefeito Didiu e de tortura contra um profissional de saúde.
- O comando da Polícia Militar do Piauí exige que os oficiais mantenham proximidade com o Ministério Público e o Judiciário, reforçando que investigações sobre abusos dependem de provas concretas apresentadas formalmente à corregedoria estadual.
Para evitar demais problemas durante o período eleitoral, o comandante geral da Polícia Militar do Piauí, coronel Carlos Augusto, afirmou que nomeou o tenente-coronel Antônio Cordeiro Ribeiro da Silva para comandar o policiamento na cidade de Paulistana, no lugar do major Felipe, até o dia 05 de outubro de 2016.
A mudança foi feita após denúncias da deputada estadual Liziê Coelho, sobre abuso policial no município. “A nomeação foi feita por questão de isenção e apenas durante o pleito eleitoral. Eu admiro muito o trabalho do Major Felipe lá em Paulistana e também respeito a deputada e o marido dela, mas ela deve apresentar provas por escrito para serem apuradas pela polícia juntamente com a corregedoria”, frisou.

Liziê acusa a polícia Civil e Militar de coagir a população em prol do atual prefeito Didiu e o subcomandante da PM de Paulistana, Milton Antônio, de torturar um agente de saúde de Betânia do Piauí, conhecido como Fafá. “Nesse período é comum acontecer acusações de cunho político, mas não podemos tomar decisões sem provas. Devemos atuar com técnica, imparcialidade e sem olhar para interesses partidários”, complementou.
O coronel ressalta que está no município de Bom Jesus justamente dando orientações aos comandantes. “Queremos que eles repassem à todos os policiais para que se aproximem dos juízes e Ministério Público nesse momento, porque se tiver que tirar quem quer que seja por jogo político, não vou ter condições de comandar”, finalizou.
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