Comerciante de Picos é preso sob suspeita de vender munições de uso restrito
- A Polícia Civil de Picos prendeu em flagrante, nesta terça-feira (10), o comerciante José da Silva Filho, de 68 anos, proprietário da loja Mundo dos Consertos, após investigações baseadas em denúncias anônimas sobre comércio irregular.
- Durante a operação no estabelecimento comercial localizado no centro da cidade, os agentes apreenderam munições de calibres restritos às Forças Armadas e órgãos de segurança pública, configurando crime inafiançável conforme o Estatuto do Desarmamento.
- O delegado Tales Gomes destacou que a perícia técnica comparará os lotes dos projéteis apreendidos com cápsulas de homicídios anteriores na região, incluindo a morte do empresário Epaminondas Coutinho Feitosa, para investigar possíveis conexões criminosas.
[ad#336×280]A Polícia Civil de Picos prendeu por volta das 12h desta terça-feira (10) o comerciante José da Silva Filho, mais conhecido por Solimar, 68 anos. Com ele foram encontradas munições de uso restrito da Polícia Civil, Militar, Federal e do Exército.
A polícia chegou ao comerciante após denúncias anônimas que levaram a uma investigação. A abordagem acabou levando os investigadores à apreensão de munições para pistolas 9 milímetros e calibre ponto 40 e ponto 45.
Segundo informações do delegado especial de Polícia Civil, Tales Gomes, as munições calibre 9 milímetros e 45 são de uso exclusivo das Forças Armadas Brasileiras, principalmente, e a ponto 40 é liberada através de convênio com a Secretaria de Segurança Pública do Estado para a Polícia Militar e Civil.
O comerciante é proprietário da loja “Mundo dos Consertos”, localizada na Praça Justino Luz, próximo a Igreja Catedral de Nossa Senhora dos Remédios, no centro de Picos. Ele foi preso em flagrante e enquadrado no artigo 17 do Estatuto do Desarmamento, Lei 10826/2003. O crime é inafiançável com pena de 4 a 5 anos de reclusão.
José da Silva não quis gravar entrevista, mas afirmou que comercializa munições há cinco anos, no entanto, há apenas 20 dias estaria em posse dos projéteis restritos. Ele também informou estar ciente de que a venda era irregular.

Outro crimes
A prisão do comerciante pode ajudar a polícia na elucidação de outros crimes de homicídio praticados na cidade.
Em alguns casos, foram utilizadas munições do mesmo calibre das apreendidas, como na morte do empresário Epaminondas Coutinho Feitosa, executado com onze tiros de um revólver calibre 38 e uma pistola 9 milímetros. “Nós verificamos na abordagem que ele não exige nenhuma documentação para a compra de munições e nem fornece nenhuma documentação quando vende, então o comércio além de vender a munição de maneira ilegal, não adota nenhuma cautela para saber se a pessoa tem porte para usar determinada arma de fogo”, informa Tales Gomes.
Uma vistoria foi realizada no interior do estabelecimento, mas nenhuma arma de fogo foi encontrada.
A polícia ainda vai investigar se o comerciante estava autorizado a ter a quantidade projéteis de uso permitido encontradas. Já as de uso restrito serão encaminhadas para realização de perícia criminal.
“Toda munição vem com numeração indicando um lote, então se conferir o lote das calibres 9 milímetros, que foram apreendidas agora, com o lote das capsulas que foram ejetadas quando da morte do Epaminondas, se conferir, então haverá uma prova concreta de que a munição saiu dessa loja”, pontua Tales.
Confira as imagens:



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