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Conferência regional discute relações de trabalho no Vale do Guaribas

Conferencia Regional de Emprego e Trabalho Decente
Conferencia Regional de Emprego e Trabalho Decente é um preparativo para evento nacional

Dando sequência à série de conferências que vem acontecendo no território do Guaribas e em todo o estado do Piauí, foi realizada em Picos neste sábado a Conferência Regional de Emprego e Trabalho Decente. O evento reuniu no auditório do Sebrae representantes da classe patronal, dos trabalhadores e também do governo estadual.

Entre os tópicos discutidos, a Secretaria do Trabalho e Empreendedorismo norteou a programação com temas como Princípios e Direitos, Proteção Social e Trabalho e Emprego. Já a Central Única do Trabalhador trouxe à tona a temática Atores Tripartites e Diálogo Social.

Paula Mazullo, Superintendente Regional do Trabalho, explica que as conferências pretendem diagnosticar a situação das relações de trabalho no Piauí. A partir do resultado obtido é que poderão ser apresentadas conclusões gerais na Conferência Estadual de Trabalho e Emprego Decente, que será realizada entre os dias 21 e 22 de outubro, em Teresina. Na conferência estadual serão eleitos os delegados que participarão do evento nacional.

“O relatório que produzirmos aqui vai à Assembleia, à Câmara e ao Senado. Esse relatório vai chegar à presidência da República, essa é a maneira que temos de mudar a cara dos trabalhadores brasileiros”, diz Fátima Castro, representante da Central dos Trabalhadores do Brasil.

Triste Estatística

De acordo com dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego ainda no início do ano, o Piauí possui dez empresas figurando na lista suja do trabalho escravo no Brasil. Uma realidade que precisa ser alterada com urgência.

Paula Mazullo informa que o estado fornece em média 40 mil pessoas para o trabalho escravo em todas as regiões do país. Em linhas gerais, Mazullo afirma que a principal razão para esse alto índice é a falta de oportunidades de trabalho no mercado interno, considerado restritivo e exclusivo. “O Piauí tem muitas questões a se discutir no que diz respeito ao trabalho decente, não só o trabalho escravo, mas também o trabalho infantil”, ressalta.

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