Conselho Tutelar realizará fiscalização para combater a violência sexual contra criança e adolescente
- O Conselho Tutelar de Picos promove nesta sexta-feira, 18 de maio de 2012, uma campanha de conscientização e fiscalização intensiva contra a violência sexual infantil, visando monitorar áreas de risco e orientar a população local.
- A vice-presidente Francilda Araújo alerta que a negligência dos responsáveis, incluindo casos de menores encontrados em situações de embriaguez ou prostituição, pode resultar na perda definitiva da guarda dos filhos perante as autoridades competentes.
- O órgão denuncia práticas de tortura física e psicológica cometidas por policiais militares durante a apreensão de menores infratores, exigindo maior respeito aos direitos fundamentais desses jovens e o fim de abusos nas abordagens.

O conselho Tutelar de Picos vai realizar nesta sexta-feira (18) uma campanha para comemorar o Dia Nacional de Combate à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes. A ação é uma forma de fiscalizar os adolescentes e seus responsáveis para não cometer delitos.
A campanha acontece anualmente. Para 2012 o objetivo é chamar a atenção da sociedade através de blitz e entrega de panfletos durante o dia, à noite a equipe vai realizar fiscalização nas ruas da cidade.
“Essa fiscalização é uma forma de vermos a atuação dos adolescentes nas áreas de risco”, diz Francilda Araújo, vice-presidente do Conselho Tutelar de Picos.
Francilda frisa que as ações mais próximas à realidade de crianças e adolescentes acontecem durante todo o ano. “O conselho Tutelar, o CREAS, o CRAS e a SENTAC trabalham diariamente. Nós não temos indisposição para trabalhar, podem ligar a qualquer hora que os cinco conselheiros estarão disponíveis às famílias, aos adolescentes e às delegacias”.
A conselheira lembra que os caso algum menor seja encontrado bêbado, drogado ou mesmo prostituindo-se, os pais podem perder a guarda do filho.
Conselheira acusa PM de tortura
Outra preocupação dos Conselho Tutelar está relacionada às constantes apreensões de menores infratores realizadas pela Polícia Militar. De acordo com Francilda, os policiais não estariam respeitando os adolescentes. “Não todos, mas alguns policiais estão fazendo tortura física e psicológica com os adolescentes. Não podemos admitir isso”, ressalta.
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