Corpo de Bombeiros registra mais de um incêndio por dia no mês de setembro
- O Corpo de Bombeiros de Picos registrou mais de um incêndio por dia em setembro, somando 25 ocorrências em matagais e 39 em terrenos baldios, impulsionados pelas altas temperaturas e pela falta de conscientização da população.
- A situação crítica colocou famílias em risco iminente, como no bairro Junco em Picos, além de destruir três residências em Fronteiras e exigir intervenções urgentes para proteger moradias ameaçadas por queimadas em Paquetá do Piauí.
- Embora não haja registro de mortes humanas desde a instalação da corporação, a tenente Ana Cléia alerta para a morte de animais silvestres e os graves riscos respiratórios da fumaça para crianças e idosos.

O forte calor das últimas semanas revela a gravidade da situação. A comandante da Companhia Destacada do Corpo de Bombeiros de Picos, tenente Ana Cléia Diniz Santos informou que os militares registraram mais de um incêndio por dia nos 30 dias do mês de setembro, totalizando 25 incêndios em matagais e 39 em terrenos baldios. “Muitas ocorrências e muitas denúncias dentro da cidade”, comentou a tenente.
Em muitos casos os bombeiros foram obrigados a agir com redobrada eficiência já que as chamas ameaçavam residências. “Aqui dentro de Picos teve uma família que ficou cercada por fogo, ali no Junco, em frente a Alencauto”, relatou a tenente Cléia. Os incêndios não se limitaram a cidade de Picos. “Em fronteiras três casas foram queimadas e em Paquetá do Piauí um roceiro colocou fogo e molhamos umas residências para que o fogo não atingisse as casas”, comentou.
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A tenente Cléia lamenta a falta de consciência por parte das pessoas que ateiam fogo em lixo no terreno baldio, ou próximo a matagais. Com o clima seco há uma grande probabilidade do incêndio se alastrar e ameaçar residências como já relatado.
Desde a instalação do Corpo de Bombeiros em Picos nunca foi registrado nenhuma morte causada por sinistro. “Desde que chegamos a Picos nunca presenciamos isso, vimos muitos animais silvestres morrer”, comentou.
O problema de um incêndio não se refere apenas às chamas, mas à fumaça liberada pelo fogo que pode ocasionar sérios problemas a saúde, principalmente das crianças e pessoas idosas. “Essas crianças podem adoecer, em longo prazo é isso que pode
acontecer, o que pode matar não é apenas o fogo, mas a fumaça”, comentou.
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