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“Crescimento absurdo”, diz secretária sobre queimadas no Piauí em 2021

Somente em setembro, o Piauí registrou 4761 focos de queimadas, segundo dados do sistema de monitoramento do Inpe. 

Ao avaliar os números de queimadas em 2021, a secretária do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Sádia Castro, classificou como ‘absurdo’ o crescimento registrado no estado do Piauí. Ela destaca que houve uma antecipação do pico em comparação com anos anteriores, o que criou a necessidade da adoção de medidas mais rígidas para conter o avanço das chamas em várias regiões do Estado. 

Somente em setembro, o Piauí registrou 4761 focos de queimadas, segundo dados do sistema de monitoramento do Inpe. 

“Esse ano tivemos um crescimento absurdo das queimadas. Houve uma antecipação. Geralmente, os incêndios começam em meados de setembro e outubro que é o grande mês de pico. Esse ano, começamos ainda em agosto. Em meados de agosto já tínhamos incêndios absurdos, na região do cânion do Poti, e na divisa do Piauí com o Ceará‘’, destacou. 

Foto: Reprodução

Entre as medidas adotadas para tentar conter o avanço das chamas, está a portaria que proíbe a prática de queima controlada em todo estado. Segundo a Semar, a medida busca diminuir a quantidade de focos de incêndios que, atualmente, vêm consumindo grande parte das áreas de mata e floresta no Piauí. 

“Existem várias situações em que a queima é autorizada, porque ela é controlada. Isso não é a primeira vez. Já fizemos isso em 2019 e 2016.A Semar recorre a essa medida para suspender a autorização de queima controlada. Estamos observando que muitos desses incêndios florestais que estão acontecendo no sul e sudeste do Piauí são decorrentes também de queimas controladas. Então, a gente suspende a emissão e seguimos fazendo a fiscalização”,  disse a secretária. 

Em caso de infração, o responsável está sujeito à pena de reclusão de 1 a 3 anos e multa.

Áreas mais críticas

A Secretaria de Meio Ambiente também ressaltou que as áreas consideradas mais críticas atualmente seguem monitoradas. “A situação é mais crítica hoje na região dos municípios de São Brás e Jurema, que ficam no sudeste, entre os parques da Serra da Capivara e Serra das Confusões. Nossa equipe está toda pra lá, toda nossa logística. Estamos com todo nosso pessoal em campo”, destacou.

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