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Daniel Solon quer aumentar verba para saúde e fim da Polícia Militar

O candidato a governador do Piauí pelo PSTU, Daniel Solon, defendeu o aumento do orçamento para a saúde pública e o fim da Polícia Militar, que seria unificada com a Polícia Civil. O professor participou nesta segunda-feira (18) do quadro “Fala Candidato – O Povo Quer Saber”, na TV Cidade Verde.

Daniel Solon defendeu que 30% do orçamento estadual seja destinado para a saúde. O candidato relatou ter visto durante a campanha pessoas fazerem fila de madrugada no hospital do bairro Matadouro, em Teresina, para conseguirem uma senha para se consultarem com um clínico geral na semana seguinte.

Daniel Solon ( PSTU)- Foto: Reprodução/ Cidade Verde
Daniel Solon ( PSTU)- Foto: Reprodução/ Cidade Verde

Solon criticou o projeto da Prefeitura de Teresina que contrata organizações sociais para administrar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), defendeu melhoria salarial para servidores do setor e classificou a situação da saúde no interior do Piauí como dramática. O candidato ainda apontou investimentos em saneamento básico necessários como medida preventiva.

Contas
Para ter mais recursos, o socialista defende que deputados e conselheiros do Tribunal de Contas do Estado deixem de receber privilégios. Além disso, o Estado deve combater a sonegação, que tiraria R$ 1 bilhão dos cofres públicos, e deixar de abrir mão da renúncia fiscal, que neste ano faria o Piauí perder R$ 900 milhões. Outra medida é o não pagamento da dívida pública.

Daniel Solon assumiu o compromisso de não ganhar salário de governador, e sim o vencimento dos dois empregos que possui hoje.

Zé Filho
O professor lembrou a participação do candidato Antônio José de Moraes Souza Filho – Zé Filho (PMDB) – no Fala Candidato na semana passada. “O governador Zé Filho quando esteve aqui nessa bancada disse que não sabia de nada, vetou um projeto de interesse social dizendo que não estava sabendo de nada. O que esse senhor estava fazendo afinal de contas durante esses anos todos como vice-governador? Eu teria vergonha de dizer o que ele disse aqui”.

Daniel Solon afirmou que, caso eleito, sua vice-governadora, a bancária Solimar Silva, irá ajudar várias pastas a tocar projetos de obras públicas e até reforma agrária. “Trabalho é que não vai faltar”, declarou.

Segurança

Solon defendeu o fim da Polícia Militar e melhorar o salário dos policiais. “Temos que acabar com a Polícia Militar e transformá-la em uma Polícia Civil única, controlada pelos trabalhadores”, declarou.

O candidato criticou os gastos do orçamento do Estado, que teria destinado 1,17% dos recursos para a segurança e 4,7% para privilégios do TCE e Assembleia Legislativa. “Tem muita coisa errada aí, gente. Como é que se explica isso?”, questionou, apontando o parlamento estadual como caro e ineficiente.

Daniel Solon defendeu o trabalho preventivo em segurança e que a polícia atenda toda a sociedade. “Hoje a polícia responde muito fácil um chamado de um empresário contra uma greve. Para atender o cidadão, demora duas horas”, criticou.

O socialista se posicionou contra a redução da maioridade penal. “Temo, inclusive, que ao invés de creches no futuro nós tenhamos presídios para os bebês no Piauí”, declarou.

Para Solon, é preciso investir em educação e lazer para dar perspectiva aos jovens e reduzir o grupo chamado “Nem-Nem”, dos que nem estudam e nem trabalham. “A melhor maneida de combater o Nem-Nem é não votando nem em Wellington Dias, nem em Zé Filho, nem em Mão Santa”.

Desenvolvimento
Daniel Solon defendeu combate ao turismo sexual e estímulo ao turismo interno. “São poucos os piauienses que têm condições de conhecer as belezas do nosso Estado. Além de captar os turistas de fora, o que é importante, temos que dar a oportunidade para que trabalhadores piauienses conheçam a Serra da Capivara e o Delta do Parnaíba”.

O candidato apontou ainda que a expansão do setor deve ocorrer sem degradação do meio ambiente e da vida da população que já vive no local.

Sobre a possibilidade de empresas deixarem o Piauí se faltarem incentivos fiscais, Daniel Solon questionou: “Teresina fez 162 anos. A gente viu grandes empresas dizendo que amam Teresina, que amam o Piauí. Mas na hora que é para pagar o devido imposto, acaba o amor? Vamos ficar reféns da chantagem dos grandes empresários? Será que eles amam mesmo o Piauí?”.

O candidato ainda afirmou que irá cobrar mais impostos de quem pode pagar mais, diminuíndo o drama dos pequenos empreendedores. O assunto foi motivo de discussão com o empresário André Baia, criticado por Daniel Solon por representar a classe empresarial, setor que estaria explorando a mão de obra ao máximo sem garantir salários dignos.

Ocupação de terras
Um momento inusitado foi o debate entre o candidato e o Gomes de Oliveira, o Galego, que questionou as invasões de terras promovidas por movimentos populares. O repórter da TV Cidade Verde afirmou ter perdido quatro terrenos para ocupações em Teresina.

“Se vocês não estava produzindo, por que você queria essa terra afinal? Terra tem que servir para trabalhar, para a produção”, respondeu Daniel Solon, defendendo o fim da especulação imobiliária.

“Eu trabalhei para comprar. Por isso eu não defendo isso aí”, rebateu Galego.

FONTE: Cidade Verde

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