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Defesa Civil reconhece estado de emergência em 50 cidades do Piauí

A Secretaria de Nacional de Defesa Civil reconheceu estado de emergência em 50 cidades em razão da estiagem no Piauí . A lista foi publicada nesta quinta-feira (29) do Diário Oficial da União.

As cidades são as mesmas declaradas em estado de emergência pela Secretaria Estadual de Defesa Civil nesta segunda-feira (29). Colônia do Piauí, Lagoa do Barro do Piauí e São Braz do Piauí, que tiveram emergência reconhecida estadualmente, ainda não tiveram portaria reconhecida.

Plantação de milho em Alegrete do Piauí
Plantação de milho em Alegrete do Piauí - Foto: G1

Estiagem no Piauí
“É uma das piores situação da última década”, disse ao G1 Estadito Soares Cavalcante, assessor técnico da Secretaria de Defesa Civil do Piauí. “As chuvas não foram suficientes para que a agricultura tivesse o ciclo normal, até a colheita. Passaram muitos dias sem chover, e não foi suficiente, praticamente não houve produção agrícola”, afirmou.
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O levantamento do prejuízo deve acontecer após o fim da estiagem, segundo o assessor. Isso porque algumas áreas ainda podem retomar a produção agrícola. “Mas lá no semi-árido não tem mais como recuperar”, avalia.

O semi-árido corresponde a quase 60% do Piauí, ocupando grande parte do centro, leste e sudeste do estado, segundo dados do governo.

As cidades apicultoras produziram menos de 30% do mel previsto: com a chuva escassa, não houve floração para as abelhas, explica o assessor técnico.

Grande parte dos mananciais das áreas afetadas pela estiagem está seca, “e a perda maior é da agricultura, principalmente do pequeno agricultor que não tem outra forma de sustento”, complementa.

Alegrete do Piauí, município do sudeste piauiense que tem 5.058 habitantes segundo o dados de 2010 do IBGE, depende exclusivamente da agricultura familiar. Cid Antonio Ramos, secretário de Agricultura do município, diz ao G1 que choveu apenas 124 ml entre outubro de 2011 e fevereiro deste ano na região, enquanto a média no período é de 300 a 400 ml. Em 2010, choveu 900 ml nos quatro meses, de acordo com o secretário.

“O pessoal que começou a plantar no começo de dezembro, quando choveu só 15 ml, perdeu tudo”, diz Ramos.

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