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Delegacia de Picos recebe doação de material genético para localização de pessoas desaparecidas

A campanha se encerra na próxima sexta-feira (18).

Teve início nesta segunda-feira (14), e se estenderá até a próxima sexta (18), no Piauí, a Campanha de Coleta de Amostras Biológicas de Familiares de Pessoas Desaparecidas, uma parceria entre as Secretarias Estadual e Nacional de Segurança Pública e da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG).

A campanha visa a coleta de material genético de pessoas que estão com parentes desaparecidos, a fim de que estas sejam localizados, quer estejam no Instituto Médico Legal do Piauí ou de qualquer outro estado, pois, todos os materiais coletados serão lançados no Cadastro Nacional de Dados Genéticos.

“Inúmeras pessoas e restos mortais são enterrados como indigentes rotineiramente sem que se saiba qual sua árvore genealógica, ou seja, seu parentesco. Esse DNA coletado será incluído no cadastro nacional e comparado com o de pessoas que estão, até o presente momento, em IML’s, aguardando identificação há anos e nunca houve essa identificação. Temos um inquérito aqui na Delegacia de Picos, por exemplo, do professor Silva, que desapareceu há 20 anos. Ele era um rezador da região, sumiu e nunca seu corpo foi encontrado. Inclusive, pode até ter sido encontrado, mas não se sabe se era de fato ele por não ter tido essa comparação de material genético”, explicou o delegado regional, Rodrigo Moraes.

O procedimento é simples: é necessário que, preferencialmente, dois parentes de 1º grau, como o pai e/ou a mãe, se dirija à delegacia, registre Boletim de Ocorrência de desaparecimento, assinará um termo de consentimento de coleta do material genético e, em seguida, terá o DNA recolhido por peritos.

Coleta é simples e indolor. (Foto: Reprodução)

Caso a pessoa desaparecida não tenha pai ou mãe, aceita-se filhos e cônjuge, ou irmãos (todos os que tiver), no horário entre 08h00 às 18h00. Segundo o Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), há aproximadamente 250 mortos não identificados no estado.

Além da doação de DNA, também podem ser entregues objetos que contêm vestígios de material genético, tais como escova de dente e aparelho de barbear.

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