O delegado Rodrigo Morais, titular da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Picos, se pronunciou sobre o caso envolvendo trabalhadores de delivery que gerou repercussão nas redes sociais nos últimos dias.
De acordo com o delegado, a ocorrência teve início com uma agressão considerada de menor potencial ofensivo, quando um homem desferiu um tapa em um entregador. O suspeito foi conduzido pela Polícia Militar, mas, conforme explicou, a legislação brasileira não prevê prisão para esse tipo de conduta, desde que não se enquadre em situações mais graves, como as previstas na Lei Maria da Penha. O caso resultou na lavratura de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), e o autor deverá responder judicialmente.

Já em um segundo momento, a situação evoluiu para um episódio mais grave, quando um grupo de entregadores teria invadido a residência do suspeito em busca de vingança. Segundo o delegado, essa ação configura, em tese, crime de médio potencial ofensivo, como dano qualificado, podendo haver responsabilização criminal dos envolvidos.

Rodrigo Morais destacou que, apesar da gravidade dos fatos, ninguém permaneceu preso, uma vez que a legislação permite a aplicação de medidas alternativas, como fiança e procedimentos legais específicos para cada caso.
O delegado também fez um alerta à população sobre atitudes impulsivas e a prática de justiça com as próprias mãos. Ele ressaltou que a invasão de uma residência coloca em risco outras pessoas que não têm relação com o fato, como familiares, idosos e crianças.
“Todos vão sentir o peso da lei, tanto quem praticou a agressão inicial quanto aqueles que participaram da invasão”, afirmou.
A Polícia Civil informou que os procedimentos já foram instaurados e que os envolvidos deverão responder pelos seus atos dentro do que determina a legislação vigente.
