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Delegados do PI paralisam suas atividades e protestam em frente ao Karnak

Os delegados da Polícia Civil do Piauí iniciam nesta terça-feira (9) uma paralisação de toda a categoria pelo período de 48h. A decisão foi tomada após a realização de uma assembléia na última quarta-feira (3) que discutiu a redução no vencimento e o Plano de Cargos e Salários dos delegados, que tiveram seus vencimentos reduzidos em torno de 30%, segundo o presidente do Sindicato dos Delegados de Carreira do Piauí (Sindepol), Sebastião Alencar.

Segundo Sebastião Alencar, durante essa paralisação a categoria se reunirá na porta do Palácio de Karnak na tentativa de dialogar com o poder estadual e apresentar sua proposta, bem como receber uma contraproposta do governo. “Nós vamos para o Karnak para sermos recebidos pelo governador e para mostrar as nossas reivindicações”, declarou.

O presidente também destacou que dependendo dos resultados dessa primeira intenção de dialogo, poderá haver novas paralisações e realização de protesto na secretaria de segurança e de administração do Estado. “Caso não haja entendimento, seremos obrigados a entrar em Greve”, ressalta.

Delegado Sebastião Alencar é presidente do Sindicato dos Delegados (Sindepol)

Apesar do governo já ter dialogado com a categoria, o Sindipol afirma que há dois anos apresentou uma proposta de plano de cargos e salários para o então Governo Wellington Dias, e não receberam até hoje uma resposta. “Nós também já estivemos reunido com o secretário de Governo, Wilson Brandão, e por duas vezes com o secretário de administração, Paulo Ivan. Mas, nós apresentamos nossa proposta e esperamos a contraproposta por parte do Governo e até hoje nada foi nos enviados, e estamos há dois anos com esta luta”, destaca Sebastião.

A decisão do governo do Estado está amparada pelo inciso 11 do artigo 37 da Constituição Federal, onde é destacado que os vencimentos dos trabalhadores que recebem acima do salário do Governador, podem sofrer reduções. A única restrição é que não pode ser feito o corte em vantagens como hora extra, diárias ou adicionais noturnos.

Como o salário do governador é hoje de R$ 12.384, com aplicação da lei nenhum servidor pode receber além dessa quantia. Atualmente os salários dos delgados variam de R$ 8.200 a R$ 10.700, mas com os adicionais, como horas extras e adicionais, esse valor pode chegar a mais de R$ 14.000.

Mas, segundo Sebastião Alencar a redução dos salários que vem sendo realizada há dois meses vem cortando cerca de 30% dos vencimentos da categoria, sendo descontos de R$ 1.500 a R$ 2000. “Nós entramos com o mandado de segurança no Tribunal de Justiça no dia 7 de julho, por que está sendo feito é ilegal. Estão retirando adicionais noturnos, abono de férias e ate mesmo parte do 13º salário, o que é inadmissível”, afirmou.

Para tentar conter esse problema, o Governo do Estado pode enviar para Assembléia Legislativa do Piauí (Alepi) a proposta de aumento de salário do governador para R$ 16 mil, mas a mesma precisa ser aprovada pelos deputados.

Condições precárias de trabalho
Ainda segundo o presidente do Sindepol, Sebastião Alencar, não só os delgados, mais os policiais estão sem condições de trabalho na capital e no interior. “Hoje, trabalhamos com condições precárias, as delegacias estão superlotadas, não tem estrutura. Há inclusive delegacias que não tem computadores nem ao menos um telefone para que a população possa ligar. Os veículos ou estão quebrados ou falta gasolina”, destacou.

Nomeação dos Concursados
Mais uma pauta de reivindicação da categoria, e que o governo realiza a nomeação dos aprovados n último concurso para delegado. Segundo Sebastião, atualmente o estado tem 149 delegados de carreira, sendo 36 aposentados e ainda 24 pensionistas, número que é insuficiente visto que há mais de 220 municípios em todo o Piauí. “Precisamos de no mínimo de 50 novos delgados para suprir toda a demanda. É um absurdo que tenhamos hoje um delegado que chega a ficar encarregado de até 10 delegacias de cidades diferentes do interior”, finaliza Alencar.

Fonte: portal da clube

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