Delegados, policiais civis e militares param as atividades cobrando salários
- Delegados da Polícia Civil do Piauí iniciaram uma paralisação estratégica denominada Operação Padrão para denunciar a precariedade das condições de trabalho, a desvalorização da categoria e a falta de recursos estruturais nas unidades policiais estaduais.
- A partir do dia 3 de setembro, agentes, escrivães e peritos representados pelo Sinpolpi deflagrarão greve por tempo indeterminado, restringindo o atendimento apenas a crimes contra a vida e casos de urgência, suspendendo registros de ocorrências.
- O Sindepol, sob presidência de Andréa Magalhães, realizará inspeções detalhadas em delegacias de Teresina e do interior para documentar falhas operacionais, gerando relatórios circunstanciados que serão encaminhados formalmente às autoridades competentes do estado.
Os delegados da Polícia Civil do Piauí anunciaram ontem (27) uma paralisação das atividades. O movimento chamado de “Operação Padrão” denuncia um caos instalado na segurança pública enfatizando na falta de condições de trabalho e a desvalorização profissional. O Sindicato dos Policiais Civis (Sinpolpi) disse que param as atividades a partir do dia 3, terça-feira.
A presidente do Sindicato dos Delegados da Polícia Civil de Carreira do Piauí (Sindepol), Andréa Magalhães, informou que a categoria parou ontem por duas horas. E hoje (28) começam as paralisações em delegacias, iniciando pelo 1° Distrito Policial, no Centro de Teresina.

“Todos os delegados se concentrarão no Distrito Policial, previamente indicado, e farão uma inspeção minuciosa de toda estrutura da delegacia. Ele ainda analisarão as escalas de serviço, a cota de combustível, o efetivo, a regularidade nas documentações das viaturas e regularidade nas licenças dos computadores”, explicou a delegada.
“Com isso, será elaborado um relatório circunstanciado, que será encaminhado às autoridades competentes. No interior, a concentração será, preferencialmente, nas delegacias regionais”, esclarece uma nota do Sindepol.
Os policiais civis, agentes, escrivães e peritos também vão paralisar as atividades por tempo indeterminado a partir de terça-feira. O presidente do Sinpolpi, Constantino Júnior, disse que só serão atendidos casos de urgência como estupro, homicídio e crimes contra a vida, crianças e idosos. Não serão registrados mais boletins de ocorrências.
Os policiais militares não podem fazer greve, mas pretendem fazer movimentos sociais e alguns ficarão aquartelados, sem fazer operações de rua.
Luciano Coelho
Jornal Diário do Povo
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