Detento corre risco de perder braço por não ser liberado para cirurgia
- Familiares de Leonardo Felix da Silva denunciam a negativa da direção da Penitenciária Regional José de Deus Barros, em Picos, para a realização de uma cirurgia urgente no braço do detento, fraturado em 13 de março.
- O detento, preso por suspeita de assalto, sofre com fortes dores e risco de perda do membro, enquanto a família questiona a violação do direito constitucional à saúde diante da demora no procedimento cirúrgico necessário.
- O diretor da unidade prisional, Sival Hipólito Gonçalves, contesta as acusações e afirma que o preso já recebeu atendimento médico, justificando que a cirurgia está agendada para o dia 22 de março conforme disponibilidade hospitalar.
[ad#336×280]Um detento da Penitenciária Regional José de Deus Barros em Picos, Sul do Piauí, estaria sendo impossibilitado de deixar o presídio para fazer uma cirurgia. A denúncia foi feita através da ferramenta colaborativa VC no G1 pela internauta Natália Castro Silva. Segundo ela, o jovem Leonardo Felix da Silva quebrou o braço em dois lugares, após cair da motocicleta durante uma perseguição policial no dia 13 de março. Ela conta que o preso não conseguiu ainda fazer o processo cirúrgico porque a direção do presídio não autorizou a saída.
“O rapaz está na penitenciária de Picos e sofre com fortes dores no braço, que já está ficando roxo. Ele corre o risco de perder o membro se não fizer a cirurgia. Uma colega da família dele conseguiu autorização para ele fazer a cirurgia e o Diretor da Penitenciária disse que não assina a liberação. Onde está o direito à saúde que é estabelecido pela Constituição?”, questionou a internauta.
Leonardo Felix da Silva foi preso suspeito de realizar um assalto em Picos no dia 13.

Nota da redação: O diretor da Penitenciária Regional José de Deus Barros, Sival Hipólito Gonçalves, informou que Leonardo Felix da Silva saiu duas vezes da unidade prisional para receber atendimento médico no Hospital Justino Luz em Picos, mas segundo ele, o rapaz não fez a cirurgia porque não havia disponibilidade.
“O preso recebeu atendimento emergencial porque o ortopedista marcou a cirurgia somente para este sábado (22). Não posso fazer nada se o hospital só tem disponibilidade para amanhã”, afirmou o gestor.
G1 – Piauí
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