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Disputas judiciais entre casais – até onde a briga vale a pena?

Quando o casal não tem diálogo enquanto estiver junto, após a separação, dificilmente irá ter.

Certamente você já deve ter ouvido falar que ´´um acordo ruim é melhor que uma briga boa“. Por isso, se as coisas precisarem ser resolvidas, procure evitar o bate-boca e busque ajuda e orientação.

Quando o casal não tem diálogo enquanto estiver junto, após a separação, dificilmente irá ter. Entendo que muitas vezes faz-se necessário ´´engolir“ não apenas sapos, mas até mesmo elefantes. Acontece!

Nessas horas, a melhor alternativa é ficar bem. A grande questão, é que ficar bem nem sempre envolverá apenas você. É preciso que fique melhor para todos.

  As vezes, por uma série de fatores, deixamos de celebrar um acordo, encerrar uma discussão ou até mesmo um processo judicial. Porém, é preciso lembrar: brigar, pode custar caro! E não estou me referindo apenas a custos financeiros. O resultado de uma demanda perante o judiciário, poderá não ser aquele que você espera. Como consequência disso, virá a frustração, o arrependimento, além da espera e expectativa durante meses ou por longos anos.

 Considerando tudo isso, cabe a reflexão acerca do que realmente vale à pena. Não pense apenas no momento, no hoje, no aqui e agora. Coloque tudo na balança. Evite agir por impulso, no calor da emoção. Sei que muitas vezes é bem difícil, mas é preciso ter calma e ser racional. Respire! Pense! Reavalie!

A situação se torna ainda mais delicada quando envolve filhos. É preciso que seja respeitado o princípio do melhor interesse para a criança. Ela sim, é a parte mais frágil e vulnerável de todo esse contexto. Sendo portanto, imprescindível, que seja priorizada. É inadmissível que um casal direcione sua atenção de forma mais especial a determinadas questões ou a um suposto patrimônio em detrimento daquele que deveria ser seu bem maior e mais precioso.

Daí surge o questionamento: até que ponto vale à pena estar na guerra disputando o imóvel, o veículo ou quaisquer bens e não ter mais saúde mental nem paz?

 Do que adianta brigar pelo dinheiro adquirido, se o bem estar, desenvolvimento emocional e consequentemente, até mesmo toda uma vida do seu filho estiverem comprometidos, por ocasião do reflexo de uma disputa que seus pais travaram e levam adiante à ferro e fogo?

A verdade, é que ninguém casa achando que irá se divorciar. Ou pelo menos, não deveria achar. Mas precisamos ter maturidade suficiente e partir do pressuposto que os embates conjugais representam muito além de laços rompidos e longos litígios que diariamente encharcam as Varas de Família de todo o país. Eles podem ilustrar, principalmente, desestruturações de vidas.      Por fim, é pertinente lembrar um pensamento de Dale Carnegie, que diz: ´´ a única maneira de ganhar uma discussão é não tê-la“.              

Estreia

Na estreia da nossa nova coluna, “Espaço Jurídico”, convidamos a advogada especialista em Direito de Família e Direito Previdenciário, Monise Cazuza, para falar sobre o tema, Disputas judiciais entre casais.

Monise Cazuza, natural de Dom Expedito Lopes, é formada em Direito pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI), possui 10 anos de atuação como advogada. Exerce a profissão no escritório de advocacia Junior Urtiga.

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