Dívidas: Clínicas e Hospitais podem parar atendimento do Plamta
- Hospitais e clínicas privadas ameaçam paralisar o atendimento aos segurados do Plamta devido à ausência de repasses financeiros pelo IASPI, que acumula dívidas com os prestadores de serviço desde dezembro do ano passado.
- Representantes do setor hospitalar intensificam a pressão sobre deputados estaduais e buscam uma audiência direta com o governador Wellington Dias para solucionar o impasse, visto que as negociações com o Instituto permanecem ineficazes.
- O deputado Gustavo Neiva denunciou um suposto desequilíbrio financeiro estadual, citando um relatório do TCE que aponta o não repasse de quase 200 milhões de reais referentes a empréstimos consignados descontados dos salários dos servidores.
Hospitais e clínicas privadas podem paralisar o atendimento dos segurados do Plamta, o plano de saúde dos servidores estaduais. O Plamta é mantido pelo IASPI, o novo nome do velho IAPEP. Mas os prestadores de serviço não andam nada satisfeito com o Instituto: segundo representantes das unidades de saúde, o IASPI não paga hospitais e clínicas desde dezembro.
Os prestadores de serviço pressionam. Na quinta e sexta-feira, boa parte dos deputados governistas e também alguns da oposição receberam uma mensagem que mostra o tamanho do problema e dá início a uma mobilização que pode levar à paralisação do atendimento. O deputado Gustavo Neiva (PSB) foi um dos parlamentares alcançados pelo texto.
Diz a mensagem, enviada por diretor de um dos grandes hospitais da cidade:
“E o Plamta? Vai pagar os hospitais ou não? Desde dezembro do ano passado nada mais foi pago. Até quando essa absoluta falta de compromisso e seriedade vai continuar?”
Mensagem semelhante está sendo enviada a assessores do governo. O próximo passo é a tentativa de um diálogo direto com o governador Wellington Dias, já que não estaria adiantando a cobrança junto ao IASPI.
A possibilidade de paralisação do atendimento está posta por diversos diretores de hospitais e clínicas. A decisão sobre parar ou não (e, se houver a paralisação, quando) vai depender do diálogo com o governo do Estado. Mas pode ser já nas próximas semanas.
O problema é maior, diz deputado
O deputado Gustavo Neiva afirma que esse atraso é mais um indicativo do desequilíbrio financeiro do Estado. E diz que o problema é maior, já que o governo estaria deixando de repassar às instituições financeiras o que está sendo arrecadado dos servidores para cobrir os chamados empréstimos consignados.
Gustavo diz que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) está finalizando um relatório técnico sobre a questão dos empréstimos. Ele informa que levantamento preliminar aponta uma conta de quase R$ 200 milhões. Esse dinheiro teria sido recolhido do servidor sem que fosse repassado aos bancos.
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