Documentário ‘O Semiárido Grita’ é lançado no cinema
- O documentário O Semiárido Grita foi lançado em Teresina durante o evento II #semiaridopi, reunindo alunos do Projeto Jovens Radialistas, iniciativa do Instituto Comradio do Brasil com patrocínio da Petrobras e apoio da Brüke Le Pont.
- A obra cinematográfica, gravada durante o IV Grito do Semiárido Piauiense em outubro, denuncia os graves impactos socioambientais causados pela mineração e pelas carvoarias nas comunidades tradicionais localizadas no sul do estado do Piauí.
- O coordenador Hildebrando Pires destacou a importância do radialista como educador popular, incentivando os estudantes a utilizarem a comunicação como ferramenta de resistência contra a expulsão de famílias de suas terras e territórios ancestrais.

O documentário ‘O Semiárido Grita’, gravado durante o IV Grito do Semiárido Piauiense, que aconteceu nos dias 16 e 17 de outubro, em São Raimundo Nonato, foi lançado em Teresina durante o II #semiaridopi, evento que reuniu as três turmas do Projeto Jovens Radialistas, realizado pelo Instituto Comradio do Brasil, com apoio da Brüke Le Pont e patrocínio da Petrobras.
O filme foi exibido para alunos e convidados no Cinema Riverside e abordou a problemática da mineração, das carvoarias e seus impactos nas comunidades do sul piauiense. Na ocasião, o coordenador da Cáritas Diocesana de São Raimundo Nonato, Hildebrando Pires, propôs um momento de reflexão aos alunos sobre seu papel como comunicador no semiárido piauiense. “É nosso objetivo pensar o radialista como educador popular, para que ele possa produzir algo que faça sentido e que possa fazer intervenções alegres para aquele povo do semiárido que corre o risco de ser expulso de suas terras por causa da mineração”, afirma.
Marcília Rodrigues, mais conhecida como Chitara, foi uma das personagens do documentário e se emocionou ao ver o resultado do trabalho. “Nós, temos como comunicadores, a missão de fazer com que as comunidades continuem resistindo. Nossa maior provocação como comunicadores diferenciados é questionar qual é o meu papel no semiárido, porque estive nesse curso e o que vou levar de bom para fazer a diferença na comunidade”, disse a aluna.
O aluno Cleilton Macedo também falou sobre o papel dos novos comunicadores no semiárido. “Esta é uma realidade que nós estamos vivenciando e quando alguém toca na nossa ferida dói demais. Nós como comunicadores temos uma missão, uma responsabilidade que é a de mudar nossa realidade, pois quando sabemos que algo está afetando nossa comunidade, não podemos virar as costas e dizer que não sabemos, não vimos e que isso não faz parte da nossa realidade”, finaliza.
Ascom
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