Dom Expedito Lopes ultrapassa produções nacionais no cultivo da palma adensada
- O produtor Joaquim Tomaz, da comunidade Baixa Grande em Dom Expedito Lopes, alcançou produtividade excepcional com palma forrageira irrigada por gotejamento, registrando plantas de 30 kg com apenas treze meses de cultivo intensivo.
- A técnica de plantio adensado aplicada no município piauiense projeta um potencial produtivo de 1.687 toneladas por hectare, superando significativamente as médias nacionais observadas em polos tradicionais de produção na Bahia e Rio Grande do Norte.
- A palma forrageira consolida-se como alternativa estratégica para a pecuária no semiárido brasileiro devido à sua alta rusticidade, adaptação climática e excelente aceitabilidade pelo gado, superando frequentemente 400 toneladas por hectare em sistemas adensados.
Em Dom Expedito Lopes, um produtor sem acompanhamento técnico profissional, realizou um plantio de palma por sistemas de cultivo adensado (gotejamento) e o resultado foi surpreendente. Atingindo uma produção superior a 20 kg planta., comparando com as médias divulgadas no Brasil. O município, que recentemente atingiu resultados surpreendente na produção de alho livre de vírus, agora mostra que também pode estar entre os maiores produtores de palma irrigada.

Nossa equipe foi até o plantio conferir e formos surpreendidos por uma pesagem de uma planta com um ano e um mês que pesou 30 kg.
O Produtor Joaquim Tomaz, da comunidade Baixa Grande, preparou um plantio de palma irrigado com área equivalente a meio hectare, comparando com os resultados mostrados por uma reportagem em uma fazenda do Rio Grande do Norte e outra na Bahia, duas das maiores produções da planta, com uma média de 62.500 plantas por hectare, o resultado aqui em Dom Expedito Lopes seria muito satisfatório, pois teria um resultado de 1.687.500 kg ou seja. 1687T/ha.
Palma forrageira tem origem no México e se adaptou bem em boa parte do semiárido brasileiro e do mundo pelas suas características anatômica, morfológica, fisiológica e bioquímica decorrente da adaptação aos rigores climáticos. No Nordeste predomina o cultivo de espécies de palma dos gêneros Opuntia (variedades Redonda e Gigante) e Nopalea(palma miúda ou palma doce), ambos da família Cactácea
A palma possui características que a tornam importante na pecuária tanto pela capacidade de adaptação, rusticidade e longevidade no semiárido como pela boa aceitabilidade pelo gado.
Algumas observações de campo apontam produtividades médias da palma forrageira, em sistemas de cultivo adensado superiores a 400 toneladas/ha-ano.
Informações de Josely Ecologista – Meio Norte
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