Eleitores do Piauí usam redes sociais para oferecer votos por até R$ 300
- O período eleitoral tem impulsionado a comercialização ilegal de votos através de redes sociais como o Facebook, onde eleitores negociam pacotes individuais ou coletivos por valores que oscilam entre cinquenta e trezentos reais.
- A legislação eleitoral brasileira tipifica essa prática como crime passível de punições severas, incluindo aplicação de multas, cassação de registro e inelegibilidade para os candidatos envolvidos na compra direta dos sufrágios.
- Conforme advertido por autoridades jurídicas, os cidadãos que comercializam seus votos também enfrentam graves consequências legais, sujeitando-se a condenações judiciais que podem resultar em penas de até quatro anos de reclusão.
O comércio virtual ganhou mais uma modalidade com a chegada do período eleitoral: a oferta de votos pela internet. Eleitores estão usando as redes sociais para oferecer votos até de forma coletiva. No facebook é possível achar votos à venda por preços que variam entre R$ 50 e R$ 300.

Alguns usuários oferecem, além do seu, votos de outras pessoas e pedem que os interessados entrem em contato por inbox, uma forma mais reservada de se comunicar dentro da rede social. Outros, disponibilizam números de telefone para contatos via WhatsApp ou por meio de ligação telefônica.
Para a justiça eleitoral solicitar dinheiro para si ou para outro em troca de votos é crime. E apenas um voto vendido ou comprado já configura a ilegalidade. O candidato que for pego comprando votos é passível de multa, pode perder o registro da candidatura e ficar inelegível para disputas futuras.
O presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB/PI, Fábio Viana, explica que o eleitor que vende o voto também pode ser condenado. “A pena pode chegar até quatro anos de prisão”.
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE/PI), Edvaldo Moura, disse que é compra e venda de votos é inadmissível. “Na atual realidade, é inadmissível que alguém ainda troque, venda ou permute votos em troca de algo. Voto não é mercadoria”.
FONTE: Cidade Verde
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