Em Picos, cirurgias deixam de acontecer por falta de material, diz deputada Lucy
- Pacientes do Hospital Regional Justino Luz, em Picos, enfrentam uma espera de vinte dias por cirurgias devido à escassez crítica de materiais médicos, conforme denunciado pela deputada estadual Lucy Soares após vistoria realizada na última sexta-feira.
- A unidade de saúde enfrenta episódios graves de superlotação que forçaram pacientes a aguardar atendimento deitados no chão próximo a entulhos de obras, situação justificada pela Fundação Estatal Piauiense de Serviços Hospitalares como reflexo da demanda excessiva.
- A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa aponta a persistência de falhas estruturais e administrativas desde maio, destacando que, apesar da competência do corpo clínico, a falta de insumos básicos inviabiliza o funcionamento adequado do hospital.
Pacientes do Hospital Regional Justino Luz, em Picos, estão há 20 dias aguardando por cirurgia. A denúncia é da deputada estadual Lucy Soares, que esteve no local e conversou com os pacientes na última sexta-feira (27). Segundo a parlamentar, os pacientes informaram que os procedimentos cirúrgicos deixam de ser realizados por falta de material médico.
Na semana passada, o hospital também foi destaque na imprensa piauiense depois que pacientes foram flagrados deitados no chão, próximos a entulho de obras, enquanto esperavam por atendimento. Segundo esclarecimento da Fundação Estatal Piauiense de Serviços Hospitalares (Fepiserh), o fato ocorreu devido à superlotação da unidade de saúde.

Alguns desses problemas já tinham sido denunciados pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Piauí, da qual Lucy Soares faz parte, durante a primeira visita realizada no hospital, em maio deste ano.

“No início de 2019, fizemos vistorias no hospital, através da Comissão de Saúde, e apontamos uma série de encaminhamentos e observações para que os gestores da saúde estadual pudessem tomar as devidas providências. Semana passada estivemos presentes, novamente, no hospital de Picos e é importante salientar que não só as reformas causam transtornos. De modo geral, o local não tem um funcionamento adequado. Os mesmos problemas do começo do ano continuam persistindo. Como nos disse o diretor clínico, Paulo Moura, o corpo técnico é eficiente, mas faltam materiais e estrutura para exercer o trabalho”, declarou Lucy Soares.
O Cidadeverde.com tentou contato com a Assessoria de Comunicação da Sesapi e com o secretário da Saúde, Florentino Neto, mas as ligações não foram atendidas.
Fonte: Cidade Verde
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