Em Picos, professores e alunos da UESPI cobram resposta do governo
- Professores e acadêmicos da Universidade Estadual do Piauí realizaram um ato público durante a inauguração da Central de Flagrantes em Picos para pressionar o governo estadual por avanços nas negociações da greve iniciada em abril.
- A pauta de reivindicações do movimento SOS Uespi inclui reajuste salarial, pagamento de progressões, realização de concursos públicos, melhorias na infraestrutura dos laboratórios e a garantia de auxílios financeiros essenciais para a permanência estudantil.
- O governo do Piauí alega dificuldades financeiras para atender às demandas, mantendo um impasse com a categoria após mais de um mês de paralisação total dos campi, enquanto aguarda desdobramentos sobre a contraproposta apresentada pelos grevistas.
Durante a inauguração da Central de Flagrantes, um grupo formado por acadêmicos e professores da Universidade Estadual do Piauí, UESPI, Campus de Picos, realizaram mais um ato público cobrando uma resposta do governo acerca do andamento das negociações. A greve dos professores já dura mais de um mês na instituição.

Na oportunidade, a administração estadual estava representada pelo secretário estadual de Governo, Merlong Solano, secretário de Justiça, Daniel Oliveira e o secretário estadual de Segurança, Fábio Abreu.
Munidos de faixas e cartazes, os manifestantes reivindicavam o ajuste salarial para os professores, pagamento das progressões, concurso público para professores e técnicos, pagamento de bolsa trabalho e auxílio moradia para os alunos , com data definida, e maiores investimentos direcionados a UESPI, na área de laboratórios e a ampliação da Universidade no Bairro Altamira, além de garantir a posse do prédio do Junco, dentre outras reivindicações gerais e comuns a todos os campus.

Na última semana o governo já havia sinalizado as dificuldades financeiras pela quais o Estado do Piauí vem atravessando, mas que iriam retomar as promoções da categoria. Até o momento nada de concreto foi estabelecido entre a administração estadual , professores, técnicos e alunos. A expectativa dos grevistas é que o governo apresente uma resposta o mais rápido possível a contraproposta apresentada pelas categorias.

Os professores da Uespi estão em greve desde o dia 18 de abril, devido à falta de abertura de diálogo por parte do governo do estado para debater a campanha salarial. Segundo a organização do movimento #SOSUespi, 100% dos campi no interior do estado estão parados.
FOTOS: Romário Mendes
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