Em sete dias, Piauí registra 118 novos casos de Chikungunya
- O Piauí contabilizou 5.482 notificações de chikungunya até a última semana, representando um crescimento expressivo de 171,3% em comparação a 2016, com destaque para alta incidência em municípios como Francinópolis e São Raimundo Nonato.
- Especialistas da Secretaria de Estado da Saúde atribuem o aumento da chikungunya à vulnerabilidade imunológica da população diante de um vírus recente, enquanto a redução de 6,6% nos casos de dengue reflete a imunidade adquirida anteriormente.
- A Sesapi intensifica o combate ao Aedes aegypti com o uso de carros fumacê, mas o epidemiologista Inácio Lima reforça que a colaboração da população na eliminação de focos é essencial para conter a propagação.
O Piauí registrou 118 novos casos de chikungunya em sete dias, conforme os dois últimos boletins epidemiológicos divulgados pela secretaria estadual de Saúde. Do início do ano até a semana passada, foram 5.482 casos notificados em todo o Estado, registrando aumento de 171,3% em relação ao mesmo período de 2016.
As maiores incidências da doença por 100 mil habitantes foram registradas nas cidades de Francinópolis,Cajueiro da Praia, São Raimundo Nonato, Várzea Branca e Luis Correia.

Já em relação a dengue houve diminuição de 6,6% dos casos, bem como a incidência de zika, quando comparados os anos de 2016 e 2017, com 218 e 162, respectivamente.
De acordo com informações da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi), a explicação para a redução da dengue e aumento da chikungunya se dá pelo fato da dengue está a mais tempo instalada,
“Então as pessoas que adoeceram por um dos quatro tipos de vírus da dengue, nunca mais adoecem por aquele vírus, mesmo que aquele vírus esteja circulando a pessoa já está imune. Enquanto que a chikungunya é uma doença mais recente, que se instalou há pouco mais de dois anos no Piauí. Assim, toda a população está vulnerável a adoecer pela chikungunya”, disse o epidemiologista Inácio Lima.
Ele ressalta que a Sesapi tem investido em ações de combate ao mosquito e reforça que o papel da população é imprescindível.
“A orientação é redobrar os cuidados, mesmo neste período de estiagem. A redução é consequência do trabalho complementar do Estado com carros fumacê, por exemplo, para esses municípios em pior situação. Contudo, não se resolve problema de mosquito com carro fumacê. O trabalho tem que ser feito pela mão e inteligência humana”, frisa Inácio Lima.
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