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Empresa acusada de estelionato emite nota de reposta a imprensa

Os golpes de estelionato envolvendo lojas de consórcios voltam a ser registrados na cidade de Picos. Desta vez, a empresa alvo das acusações, é a Picos Motos, que é suspeita de aplicar golpes em mais de 200 picoenses. Nos últimos meses, as vítimas tem se dirigido com frequência a Delegacia Regional para realizarem o Boletim de Ocorrência contra a empresa.

Segundo informações das vítimas, o caráter do consócio era baseado no sorteio de motocicletas, em que o cliente pagava parcelas até ser sorteado. O que ninguém imaginava era que não haviam as motos. Algumas vítimas já haviam pago todo o valor da motocicleta.

Sede da delegacia regional em Picos - Foto: J. Pereira
Vítimas tem se dirigido a sede da Delegacia Regional de Picos para registrarem o Boletim de Ocorrência- Foto: J. Pereira

Em nota, o advogado do empresário esclarece que a loja se encontra fechada há mais de um mês após falência do empreendimento. Segundo as informações contidas, os clientes deixaram de pagar as parcelas do consórcio comprometendo a continuidade do mesmo. O caso está tramitando na 1ª Vara Cível da Comarca de Picos.

“Em nenhum momento o proprietário agiu de má-fé e não possui intenção alguma de fugir ou sair da cidade. Pelo contrário, ao ver a situação da loja, viu como única forma de não deixar seus clientes prejudicados, ingressar com o pedido de falência, o qual tramita através do Processo nº 0001531-28.2015.8.18.0032, corrente na 1ª Vara Cível da Comarca de Picos. A loja ficou aberta por 15 (quinze) dias após o sorteio que não mais aconteceu, sendo que todos os clientes que lá compareceram puderam tomar ciência de toda a situação”, esclarece a nota.

Confira a nota na íntegra!

O direito de expressão é garantia do nosso ordenamento, no entanto, junto ao mesmo caminha o direito de resposta. Logo porque, todo o publicado não levou em consideração o fato de existir um processo tramitando, acerca da falência da Loja Moto Picos (extrato anexo), pelo que, tecerei algumas considerações, as quais espero não sejam deturpadas (mesmo que sintetizadas) e cheguem ao conhecimento dos interessados. 

Ocorre que, desde o 2º semestre do ano de 2013, quando as demais lojas, que trabalhavam com o consórcio do tipo compra premiada, fecharam, diversos clientes deixaram de arcar com o pagamento de seus consórcios. Sabe-se que, para que qualquer consórcio desse tipo possa ter êxito, os grupos devem estar sempre fechados, de forma que, um fundo seja formado para arcar com alguns clientes que, porventura, pagassem as 48 (quarenta e oito) parcelas sem a sorte da contemplação.

Como dito, vários foram os clientes que cessaram o pagamento de imediato, o que acabou por deixar vários grupos com lacunas e começou a fazer com que aquele fundo de reserva começasse a ser utilizado, para que nenhum cliente fosse sendo sorteado e deixasse de receber o prêmio pago.

No entanto, cada vez mais, os clientes foram deixando de realizar o pagamento, até que, por fim, a loja fora vendida, no intuito de que os clientes não fossem prejudicados, para uma empresa que arcaria com os sorteios dali pra frente, a qual também possuía interesse em crescer noutros setores que atua. No entanto, todos os clientes combinaram, de comum acordo, induzidos por alguns exaltados, não mais pagar, o que levou a loja a falência, não havendo como arcar com sorteio algum, frente a falta de pagamento.

Em nenhum momento o proprietário agiu de má-fé e não possui intenção alguma de fugir ou sair da cidade. Pelo contrário, ao ver a situação da loja, viu como única forma de não deixar seus clientes prejudicados, ingressar com o pedido de falência, o qual tramita através do Processo nº 0001531-28.2015.8.18.0032, corrente na 1ª Vara Cível da Comarca de Picos. A loja ficou aberta por 15 (quinze) dias após o sorteio que não mais aconteceu, sendo que todos os clientes que lá compareceram puderam tomar ciência de toda a situação.

Através de tal processo habilitou todos os clientes como seus credores e deu à Justiça o bem que possui, qual seja, um prédio comercial na Av. Dep. Sá Urtiga, para que a Justiça possa vendê-lo e arcar com o pagamento do crédito de cada cliente.

Como dito, o proprietário da empresa não tem intenção nenhuma de sair da cidade, sendo que continua residindo na mesma. No entanto, se reservando de locais públicos, tendo em vista sofrer constantemente ameaças à sua vida e de sua família, por alguns clientes, situação que fora devidamente registrada na Delegacia de Picos.

Qualquer cliente poderá comparecer ao fórum e se apresentar como interessado em tal processo, para averiguar e contestar o seu crédito, caso ache necessário, lembrando que todos, já foram, habilitados no mesmo.

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